Quem sou eu

Eu sou eu, meus eus e os seus.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

METAMORFOSE AMBULANTE!!!




Às veszes sinto uma necessidade enorme de realizar as ações diárias  todas ao contrário. Sairia da rotina não praticando: o abrir dos olhos, as necessidades biológicas fundamentais ao levantar da cama, a escovação dos dentes, o lavar do rosto,  o tomar banho, o desjejum da manhã, a caminhada ao trabalho. Também não exergaria os seres humanos ativo e sim, seriam inativos. Tornaria o dia um ópio e  como consequência o ócio. Fingiria tristeza e pela primeira vez teria coragem de gritar ao mundo ( se ele quiser me ouvir) que sou vítima desta vida contemporânea.Sim, sou vítima!!!- Coitada! Falta de fé e sabedoria! Necessita de tratamento terapêutico!!!- Muitos iriam criticar-me por esta atitude. E sem falar que iria mentir, matar até uma barata se possível fosse...
 Eu e meus eus entrão em conflitos diariamente, e como uma teia de comunicação entra em contato com os seus eus e lá no fundo, onde se encontra a razão sei que a verdade, a ação correta, a paz, o amor e a não violência fazem parte do meu mundo, o mundinho que se chama Universo .
Agradeço ao Supremo  todos os dias pelos sentidos humanos (olfato, paladar, tato, visão e audição), e pelos prazeres que sou contemplada: você, a escrita de um texto e principalmente a Vida!

domingo, 18 de julho de 2010

PERNAS PARA O AR

Direitos conquistados por uma mulher (in) dependente em um final de semana chuvoso e gelado,
vou espiar o próximo capítulo de A Carne Viva:  http://oficinamissoes.blogspot.com/,
como bicho curioso sugarei o: http://sarapatelpsicodelico.blogspot.com/,
verificarei as manifestações apimentadas das charges: http://www.augustobier.blogspot.com/
e os apuros da Genoveva com seu companheiro :http://www.radicci.com.br/.
Também vou verificar como anda as: http:// Penas do Pio.blogspot.com/.
Como uma mulher (in) dependente tenho que responder e-mail, postar no meu bloog, aceitar novos amigos no Faceboock e ainda twittar.
Como uma mulher (in) dependente
quero um café na cama,
o almoço na varanda
uma taça de  vinho, uma poesia e  o romantismo.
Tudo regado de uma tremenda preguiça e pernas para o ar!


segunda-feira, 5 de julho de 2010

TIA LOLITA VESTIDA DE CHITA-MUSEU DA COZINHA



Tia Lolita vestida de chita não existe mais. Havia tempos em que a titia  realizava aos domingos gostosas delícias de sobremesas; pudins, torta de bolachas Maria, sagu de vinho ou de creme de chocolate com leite, ambrosia, doce de arroz com leite. A nova titia não guarda em sua biblioteca o livro de receita da Vovó Anastácia. E não perde mais tempo em frente ao fogão movimentado pela lenha, pois, possui forno  e  fogão elétricos, geladeira duplex, freezer e microondas e tudo está on line. O forno feito de  tijolos e  barro, o rolo de massa,a gamela ficaram para a exposição do Museu da Cozinha.
Hoje, a Tia Lolita que não veste mais chita, acessa  sentada na mesa da cozinha, onde fabricava calça virada, massa e pães caseiros, acessando o blog, o faceboock e o twitter em busca de dados sobre a "receitas caseiras". Usando os óculos da última marca vai colocando os ingredientes da receita em uma bacia de plástico de R$ 1,00; ovos de caixa ou de rede, leite de saco ou de caixinha, fermento rápido, farinha branca, maisena...
O contemporâneo destas receitas também é o uso do telefone sem fio. Para não estragar  o trabalho ralizado pela manicuri, pega o telefone e liga para a padaria que fica no outro lado da rua e realiza a encomenda das deliciosas sobremesas. Ao mesmo momento bela como sempre, mesmo com a chapinha feita no cabelo, a Tia Lolita vestida de jeans, camisa branca e tênis, presta atenção e divide com os sobrinhos, todos com noteboock, sentados em círculo ( este costume continuou), cada qual mostrando fotos de passeios realizados em chácaras com direito em andar de charrete ou carroça, onde tinham bois, vacas, porcos e galinhas e todas as delícias do tempo da vovó e sem esquecer da aventura que foi dormir em uma barraquinha de lona. Passeio com um custo fenomenal pago à agência de turismo rural em suaves prestações de 10 vezes em cheques pré -datados.

sábado, 26 de junho de 2010

DEUS AJUDA QUEM CEDO MADRUGA


" Deus ajuda quem cedo madruga", cresci ouvindo este dito popular.  Ao sair de casa pela manhã, observo e verifico se tudo está mais ou menos organizado. No passar pelo portão, na primeira pisada na calçada por incrível que pareça não é nela  que meu pé desce com a rapidez de águia, e sim no monte de merda do cachorro do vizinho ( confesso também tenho cachorra), resta-me limpar na grama da esquina da Marechal Deodoro. Mas, como boa profissional sigo em frente desviando as calçadas confeccionadas com diversos materiais, pedras, lajotas, gramas, para chegar pontualmente no trabalho. Não deu outra, depois de passar pela rampa de acessibilidade colocada na rua por onde passo, resvalei em uma calçada de lajotas lisas que fica em frente de um da loja do "chaveirista",  e levei uma queda enorme. Visualizei para o norte, para o sul, para o leste e oeste, ninguém por perto. Levantei com dificuldade daquele piso úmido e cabeça erguida e continuei meu trajeto (fiquei vários dias com o corpo dolorido).
Na passarela do lago da praça Pinheiro Machado, tropecei e sem querer quebrei o salto do sapato. Meio capenga, parando segundos em segundos fingindo arrumar a barra da calça jeans, cheguei finalmente ao Arquivo Histórico. Sento com o meu peso bruto e num estrondo observo a roda de suporte da cadeira no outro lado da sala. Não irei relatar como ficou a minha situação. Tranquilamente aguardo o retorno para casa ao final do expediente de trabalho.
" Deus ajuda quem cedo madruga". Pelo turno da tarde vou trabalhar concentração digo, algo como meditação com alunos de uma turma da escola. Ao ligar o DVD, sumiu as imagens e se foi o trabalho de uma semana de pesquisa na internet sobre as boas maneira ( não gravei corretamente). Finalmente sexta- feira, programei um jantar com familiares e final de trabalho. Mas, antes de retornar ao apartamento, meu doce lar, fui ao hospital visitar uma colega que tinha submetido à uma cirurgia. Prometi quinze minutos com ela mas chegou aos quarenta e cinco minutos. Ao sair do local, fui abordada por um senhor de idade com um saco de plástico de mercado contendo: feijão, arroz. bananas e azeite.  E ele, insistiu, implorou e impôs a troca daqueles mantimentos por dinheiro. E eu, sem ação simplesmente disse que não tinha dinheiro (realmente não tinha dinheiro e moeda) e entrei no carro. Nunca ouvi tantas ofensas na minha vida: - A senhora vai ter o que merece! Deus castiga quem ao pobre nega o pão... entre tantas outras coisas e  até de infeliz.
 Realmente, ele acertou,  infeliz  encontrava- me naquele momento, pois a saudade  e uma certa melancolia estava sentindo em relação ao meu filho que já partiu. Fiquei ouvindo sem mencionar uma palavra e fixa, olhava para ele pois  tinha certeza que não merecia aquele final de tarde, além disso estava doendo os meus pé, meu corpo, o meu tudo e o meu além...  O  homem saiu resmungando que ainda bem que ganhava o vale refeição, o vale gás e a bolsa família e que aquela tarde recebeu doações de  cobertores e agasalhos da campanha que a comunidade( também contribui para a campanha) tinha arrecadado. E eu, ainda acredito que Deus ajuda quem cedo madruga.

domingo, 20 de junho de 2010

BRASIL LITERÁRIO



Belo Horizonte, 19 de junho de 2010
Eunísia Inês Kilian,
Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença, e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um, homens e mulheres, é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".
Eunísia, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino.
Por ser assim,  a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças,despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.
Quando pensamos, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.
Eunísia,o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?
Com meu abraço, sempre, Bartolomeu.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

OUTONO, TERRA E PÓ


Há algo que gostaria de compreender melhor. Passo várias noites de sono interrompido. Explicação sábia, é o climatério, penso eu. Reluto em tomar medicação, mas não taças de vinho acompanhadas por um bom queijo. Não gosto de ficar sem dormir, pois parece um "presságio" algo irá acontecer, realmente minha mente sente e expressa através da insônia. Hoje,sexta- feira,  levantei, uma noite mal dormida novamente e mentalmente realizei uma visualização do Éderson, fui até Gramado onde o Rodrigo e a Luciana estão participando do Congresso de Neurociência e Psiquiatria e vou checar mentalmente como está minha Mãe em Santa Rosa. Tudo bem ultimamente com nossos vizinhos e amigos, a Alzira, Dona Pedra, a Dona Deja e a Olinda, todas com boa qualidade de vida nas suas respectivas idades. E nesse momento toca o telefone, é a Mãe comunicando do falecimento da Dona Olga, amiga da nossa família por mais de quarenta anos e o fato é que ela não foi visualizada na concentração realizada há segundos atrás. Ao som da música Bohemian Raphsody com Mont Serat Caballé vem como um filme um dos bons momentos que passamos juntas ao lado do fogão a lenha na casa de minha família materna. Como de costume, sempre quando vou visitar minha Mãe, as vizinhas, amigas vem ao nossso encontro para tomar chimarrão e comer bolos, cucas e calças viradas. Lembro uma situação inusitada: sentadas todas ao redor do fogão a lenha, eu, a mãe , a minha irmã Ivete que mora em Brasília e a Dona Olga, onde a cuia de chimarrão passava de mão em mão como num ritual de bruxas. Realmente, o momento era mágico, pois quando eu imaginaria que uma senhora de 78 anos iria falar da sua sexualidade naquele momento. Sempre brincava com a Olga, pois ela participava dos bailes da melhor idade e formava par com a minha mãe, mesmo sempre mancando, o seu joelho doía muito eu comentava que  era um amor mais profundo que conhecia.
_ Sabe kika, esta noite sonhei com o Valdemar  meu falecido marido, e comecei a brigar com ele pois estava cheirando bebida e queria sexo comigo.
- E a senhora como reagiu diante a solicitação do seu Valdemar?
- Senti muita vontade, você acha que nesta idade a gente não sente vontade de fazer sexo?
   Fiquei perplexa pela espontaneidade dela e continuei a escuta- la.
- Eu também queria sexo, só que fiquei quietinha quando ele deitou ao meu lado, pois já sabia o que ele queria, mas eu queria um sexo diferente sem cheiro de cachaça. Não adiantou fingir... acordei e chorei pois na verdade ele não estava ao meu lado e eu fiquei no prejuízo pois o desejo sexual estava ali presente. Só quando levantei observei que tinha virado embaixo da cama a cachaça com mestruz que uso para passar no joelho quando sinto dor. 
  A gargalhada foi geral história contada.Consciente do acontencido começamos a debater o desejo sexual da mulher na melhor idade. Como pude observar a libido continua saliente, bem como as fantasias eróticas e realmente deu uma lição de como saber respeitar a real idade.
    Entre o tudo e o nada, entre o passado e o presente, entre a vida e a morte, momentos da dignidade do ser mulher vivido postado no nosso cérebro que nunca será deletado no mundo misterioso em que vivemos. Retorne ao pó, sua passagem por aqui companheira do calor e do frio, da alegria e do choro, do sol e da chuva,prótons, elétrons, macroorganismos, microorganismos tudo o que compõem e decompõem o nosso corpo humano, fétido humano, somos puro humus no fim. Sou humana não contenho a lágrima ao fundo musical de "Romance ", tocado pelo Kitaro. Vá, Dona Olga ao encontro do seu amado!Vá com muita Luz!A usina humana é repositório de forças elétricas de alto teor construtivo ou destrutivo e cada célula, minúsculo motor, trabalhou ao impulso mental o milagre do cérebro, com o coeficiente de bilhões de células e que a partir desse momento, na tarde de outubro retornará para a terra em forma de cinza e pó.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

CORPUS CHRISTI X CORPO HUMANO



Como toda rotina depois de um feriado: pela parte da manhã sigo com passos ritmados às vezes acompanhado pelo meu "personal trainer" Oscar para o Arquivo Histórico Municipal. Como de praxe cumprimento colegas, subo escadas dobro a direita e entro no local de trabalho. Acendo as luzes, ligo a ferramenta de trabalho e verifico e-mail, nada para pesquisar, confiro edições locais dos jornais, verifico as reportagens históricas e realizo o recorte quando necessário. Sempre pessoas presentes, converso, indico, auxilio em busca de dados. Final de expediente,retorno pra casa e aí começa a minha  outra batalha, fogão novamente, realizar o almoço, santo Deus( não devemos usar o nome de Deus em vão), qualquer dia vou pedir demissão da minha vida de cozinheira e vou lá no bairro Sepé almoçar. Sabe, custa R$ 1,50, é no restaurante da comunidade carente.Fique sabendo pela dona Dina, que é mãe de Maria, prima da Chica avó da aluna Silvia irmã do Pedro, do Paulo, do Luis e da pequena Cíntia que a "bóia" é muito gostosa e vale a pena, dá para servir a vontade mas,  se a assistente social bate aqui em casa ficarei mais frita do que ovos mal fritados...sem sanches! Olho meu dedo cortado pois fui inventar um bife da carne congelada, o arroz queimado, o feijão crú e o macarrão uma passoca, desisto do meu almoço. Resta sentar na sacada e saborear uma laranja e uma bergamota ( frutas da época...fedorentas!). Vou espiar antes de ir para a escola o jornal na tv regional e assisto notícias sobre a bolsa família, sobre o vale gás, pensão alimentícia, bolsa de estudos, trânsito trágico no feriadão de Corpus Christi, tráfico gaúcho abalado, novas regras nos planos de saúde...Socorro!!! Desligo a  televisão e pego a bolsa vazia de dinheiro mas cheia de esperança e vou para outro trabalho, como professora. Já ia esquecendo que errei o último degrau da escada e levei uma bela queda, fui feliz não tinha uma alma pessoa observando. No trajeto até as escola fico agradecida pela amiga que enviou um e-mail de bons fluídos para o início da semana. Valeu!!! Boa semana de trabalho para todos. Muita luz!

terça-feira, 1 de junho de 2010

SUSTENTABILIDADE



                                                            
Acreditar ou não
na razão sustentável do ser
ser ecologicamente viável
na biodiversidade da sobrevivência.
Oriente
ocidente
espaço cósmico
macrocosmo
microcosmo
lá em cima
cá embaixo
qual será o mistério?
Tropa de elite
santos e santas na defesa espiritual
na reza iluminando o inconsciente cognitivo
consciente
     da fome
     da morte
     dos sete pecados capitais
     da neurose fobia.
Almas errantes
o que buscais?
dignidade através da mentira
honrarias através do humano lixo homem.
Pobres, inocentes
guardamos esperança e fé
nos arquivo universais
cá estamos nós
na globalização totalizada
do lixo homem
do homem lixo.
O planeta terra suportará
tamanha indeiferença
sobre o criador
pois continuamos a observar
a metamorfose da larva
o sugar do beija- flor no mais belo lírio
os corpos musculosos dos catadores
   de lixos
   papéis recicláveis
e escutai o replicar do sino da catedral
a alma é reciclável?
Além do arco- íris
talvez, seremos verdadeiramente humanos
na sustentabilidade ação- reação- relação
da qual estamos inseridos
não fugindo das responsabilidades e sabedorias
no mundo realmente abobinável...
ou viável


terça-feira, 25 de maio de 2010

ALVARINO ANALFABETO- Cidadão Honorário



Digníssimas autoridades
Nobres colegas sobreviventes
Caros convidados especiais e familiares
Do nosso homenageado
Alvarino Analfabeto


Este título faz justiça
Ao homem jovem
Do banco da Matriz
Ao professor que lecionou
Através da linguagem popular o Português
A Geografia nas esquinas das ruas e avenidas
A História  mal contada
No Centro Educacional do Desvio


Aqui, dava seus primeriors passos
Acidadania não tem nada a ver
Com sua vida universitária
Onde vira fantoche
pois leis e direitos nada sabe


Alvarino Analfabeto
Um homem nu
Na Matemática, conta os números de filhos
Na Ciência, o valor da cana-de- açúcar...cachaça!!!


Alvarino Analfabeto
A sua persistência lhe dá razão e a energia
Para sobreviver sem corrupção
Sem propina, cocaina ou crack
Sua mente autêntica
Faz- nos compreender
A luz que nos ilumina
E nas mutações do Universo
A sabedoria é infinita
Parabéns,
Alvarino Analfabeto!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ESTÁ CERTO! EU PROMETO!



 



Está certo! Concordo! Juro pelo meu tamanho físico que irei acreditar! Tenham a certeza que estarei em busca da paz espiritual! Concordo com Eu Acredito, no seu Deus! Prometo a Vera e ao Oscar que vou (re) ler o Livro dos Espíritos! Cláudio, poderemos trocar idéias virtuais sobre os livros espíritas que está lendo. Marjorie, sei que se explodir uma bomba em Bangladesh, de alguma forma estaremos envolvidos e que as crises existenciais servem pra nos acordar de vez em quando e que urgente é tudo o que não queremos deixar para amanhã. Mas, quero continuar a encontrar você na rua Antunes Ribas e na esquina virtual. E o Bardo foi corajoso em sua colocação na definição de ser ateu e que vive em uma paz imensa e como ele diz: Pra que perguntar onde nunca te respondem? E crise é bom, criatividade em alta! E ao Ricardo Valente, provoquei humor, embora as crises. Expressões diversas causei aos amigos do coração e virtual no texto “ Comunicado” que produzi. Não nego que foi um desabafo e que realmente estou e continuo em crise existencial. Descobri que vou continuar assim por um bom tempo. Pois, serei a primeira vítima consciente da sua ação. Pois todos estarão voltados para eu e terei o mundo ( o meu mundinho) aos meus pés. Vou chorar, vou dar imensas gargalhadas. Irei tropeçar, mas perdoarei os obstáculos. Prometo olhar as belezas provocadas pelas paisagens de outono e tomar um chocolate quente na tarde fria do domingo e caminhar pela praça Pinheiro Machado. E vou realizar o “ religar” com Buda, Shiva,Brahman, Alá, Ahura Mazda do profeta Zaratustra ou com o Deus da nossa ou sua tribo. Pensando bem... vou aprender a cortar e costurar tecidos, vou realizar um curso de corte e costura... pois só assim estarei remendando e costurando com linhas de fios de ouro a minha vida.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

COMUNICADO


Comunico aos meus amigos, seres humanos que estou em crises existenciais. Mas, quais serão os motivos dessas crises existenciais? Podem ser emocional, econômica, espiritual ou quem sabem de ordem física: transformação do corpo humano transmutando para a melhor idade. Considero crises existenciais momentos de conflito e insatisfação para com nossos pensamentos, pois são eles que determinam nossos sentimentos e comportamentos.

Só sei que não consigo mais rezar. Como você imagina DEUS ? O MEU DEUS, não é um senhor de idade avançada e tão pouco barbudo e velho, mas sim, os físicos quânticos podem explicar melhor... são moléculas, átomos...que integram o macrocosmo e o nosso microcosmo universal.

E na ordem da crise existencial econômica, quanto mais trabalho a grana escapa pelos meus dedos, suponho que tenha que realizar um curso relacionado com a matemática financeira. Pode ser, mas apenas administro o meu salário como professora. Agora tenho que começar a admitir uma crise existencial física e é contra a gravidade, tudo está indo para a terra voltando- se para o pó.

E os meus sonhos não morreram por incrível que pareça, continuo sonhando como adolescente em idade florescente. Rimou,que ridículo!

Até em minhas ações fico pensando nas possibilidades matemáticas dos micos, erros considerados grosseiros que irei cometer no decorrer do cotidiano. Sinto- me que estou sendo vigiada por seres ocultos que dizem: faça isso e não faça aquilo. Nesse momento, junto com as alterações hormonais e a percepção dos primeiros sinais de envelhecimento, revendo e avaliando as minhas realizações.

Não quero bancar o avestruz e fingir que as crises existenciais não existem. O tempo dos ensaios acabou.

Há urgência! Vou pôr em marcha realizações que vinham sendo postergadas. Tenho a fome de viver e a sensação de que a vida não merece ser adiada e de que ainda há muito o que fazer e continuar crer em DEUS.

Onde anda a tão sonhada liberdade se possuo o livre arbítrio?

Hoje á apenas quarta- feira, 21 de abril de 2010 e estou em Campina das Missões, na rota do Rio Uruguai e o que você tem com isso? Tudo, pois sem você não estaria aqui transmutando meus sentimentos mais puros e ingênuos.



terça-feira, 6 de abril de 2010

VÔMITO




Sempre presente no primeiro banco da primeira fila pois, somente assim, garantia um lugar mais abençoado e perto do padre, do bispo e de Deus. Silvia começou a sentir uma vertigem e a cúpula da catedral começou a ficar mais alta e distante talvez, indo ao encontro dos anjos e arcanjos. Quando voltou a si estava sendo apoiada por uma senhora idosa. E no tempo necessário para sair porta a fora da igreja, onde vomitou tudo o que sentia naquele momento... a imagem do padre, que fizera a encomenda do corpo do seu neto, a neta que também perdera poucos dias atrás, e o sorriso da bisneta sobrevivente da tragédia que balançou em seus frágeis braços já sentindo a força da gravidade. Vomitou a fé, pois não compreendia o motivo de seus netos partirem antes dela. Ela que já sofria do mal de Parkinson, agora a realidade era outra, também viúva do marido... vomitou a esperança. Que esperança ela poderia implorar diante da imagem do Cristo Morto? Se ela tinha seus amados mortos. Não conseguia compreender e também não queria compreender o sentido da morte. Logo ela, que sempre foi católica apostólica romana. Terminou o ritual da missa, saiu sabe lá como de dentro da igreja e tomou seu destino, sua casa. Somente olhou pra trás para verificar a beleza da Catedral Anjopolitana e da praça matriz. Seguiu desconfiada definitivamente de sua fé e de todos que por ela passavam.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

EU SOU NÓS

O site" Somos todos Um", enviou- me esta mensagem pelo motivo do meu aniversário e resolvi publicá- la no blog:

Eu Sou Nós
Meu Pai!
Agora eu não quero pedir nada, apenas existir, no aqui e no agora!
Cansei de pedir, cansei de reclamar, cansei de emoções perturbadas. Por isso, agora, sintonizo-me com o Seu coração, na tentativa de me purificar de antigos hábitos densos.
Ilumino-me quando tolero, perdoo, aceito e amo. Mesmo assim, não tenho conseguido agir sempre assim.
Por isso, entrego-me, agora, ao pulsar do Seu coração.
Quero agora ser uno Contigo! Cansei de me separar da Sua Luz! Cansei de aprender pela dor.
Não aguento mais a minha vaidade, intolerância e cegueira. Quero enxergar através dos Seus Olhos, quero amar através do Seu coração e respirar pelos Seus pulmões.
Essa separação me cansa, essa ilusão me trai, essa ganância me adoece... Chega! Não quero mais nada além de viver baseado na Sua vontade. Sua Luz está em mim e neste momento permito-me senti-la em todo Seu esplendor. Seu Amor está em mim!
Permito-me agora expressá-lo e usá-lo como antídoto para todo meu sofrimento...
Pai... Me ensina a ser melhor...
Pai... Toma as rédeas da minha vida e me ensina a ser conduzido, a aceitar Sua tutela...
Pai... Rompe minha arrogância, aniquila meu controle e abre meu coração...
Não quero mais viver separado, não quero mais que minha vontade seja diferente da Sua...
Quero, hoje, agora e sempre, viver a consciência clarificada, pela ação do Seu Amor.
Eu agora Sou Nós...
Eu Sou Nós...
Eu Sou Nós...
Porque Nós Somos a Luz que o mundo precisa. Porque Nós Somos a Consciência que o mundo carece. Porque sempre que sofro é porque sou o Eu e não sou o Nós...
Nós Somos abundantes e ilimitados. O Eu é limitado e sofredor!
Nós Somos o Universo em expansão amorosa!
O Eu sozinho é decadente e cego.
Eu só sou completo e iluminado quando Sou Nós.
Somos um Só.
Eu sou Nós! Eu sou Nós! Eu sou Nós!
A oração do Bruno: "Eu sou nós", que faz parte do inspiradíssimo livro "Evolução Espiritual na Prática" da Editora Luz da Serra.
Agradeço,


domingo, 28 de março de 2010

O SER E EU

 Às vezes não tenho vontade de realizar nada. Nada mesmo, vontade de sumir, ir talvez para um mosteiro beneditino, budista ou franciscano para elevar o pensamento e alcançar a meditação.   E ao mesmo momento observo que minha fuga só vai em pensamento, pois indo aos lugares que almejo não terei a liberdade, vou ser monja e existem as normas de convivências vigentes em cada ambiente humano. Sigo, presa aos meus princípios novamente pela rua Antunes Ribas, passo a praça Pinheiro Machado e vou até a Antônio Manoel, caminhando como um soldado brasileiro em marcha para a guerra imaginária. Dobro na esquina da Marechal Floriano e visualizo o grupo de pessoas já conhecidas que seguem a mesmo rotina; a espera do ônibus. Todos já sabem quem é quem dentro do ônibus, o motorista, o cobrador, os passageiros diários e bem como seus destinos. No momento somos todos cúmplices da labuta energética, pois a partir que iremos trabalhar estaremos conquistando pelo ao menos o pão e o leite diário.É muito interessante esta experiência que estou passando.Algumas pessoas amigas que passam por eu, e observam que estou na parada de ônibus tornam- se desconhecidas neste momento. Eu compreendo, pois neste instante sou popular. E a noite chega e em reunião de confraternização as mesmas pessoas amigas sorriem e festejam comigo a sociedade hipócrita em que pertencemos .Eu, e meus eus entram em enorme conflito existencial. Afinal, quem somos nós seres humanos? Eu, apenas estou realizando a rotina diária do meu trabalho como professora no mundo onde a nosso planeta Terra está em jogo e pede socorro. Tem uma coisa, prefiro andar de transporte coletivo... porque não sei dirigir um automóvel. Gosto muito de caminhar... é um bom exercício físico... quando o calo não ficar dolorido.

sábado, 6 de março de 2010

MULHER



       Enquanto houver mulheres alegres ou tristes, belas ou feias, falante ou calada, acomodado ou guerreira, fluindo e influindo de amor, a humanidade pode ter alguma esperança.
          E, em nosso porta- retrato não encontramos a mulher produzida da fotografia.
          Seu rosto traz traços que só o amadurecimento faz compreendê- la.
          Seus cabelos normais ou brancos são capazes de transmitir a persistência pela sobrevivência.
          Seus seios belos ou seios flácidos, obviamente, sequências de diversas gestações, para não dizer mudanças biológicas devido a idade, demonstram que a maternidade (quando opção) é uma das passagens da menina, moça, mulher no Planeta Terra.
          Mulher, camponesa, urbana, intelectual, analfabeta, poetisa, benzedeira, presa e liberta... reteza na certeza com a beleza no arco- íris, a arte de Deus no espaço cósmico.
          Mulher, a sua voz interior ou intuição, iluminada pela mãe branca de rara beleza, com vestidos longos e vaporosos, de cores claras e suaves assemelhando- se as nuvens, nos transmite a ternura, a prosperidade, a esperança e fluindo uma energia de amor e sabedoria.
          Mulher, tu és a fonte de luz, energia e sabedoria!






ESCRAVA DA TERRA MISSIONEIRA


         - Arrasta este chão maleva! Não deixe o joio misturar com as plantações! Capine, pise, corta, arada esta terra com arado!
        No mais o calavera de cola erguida olhava para a cunhataí. Outrora, o sol queimara seu corpo branco fazendo florescer partes de carne viva, pura de primeira, que se pareceia com um suculento churrasco.
       - Cunhataí, se esquecer da pitoca enxada de capinar a terra, serás vagabunda no grande lugarejo! - Excalma o velho calavera.
       Vestindo vestidos onde o remendo não cabia mais, deixara aparecer um pouco do seu corpo desenvolvido trabalhando na imensa terra vermelha enfeitada de pedras e algumas flores sempre vivas. No mais, ensinada a tomar chimarrão rodeada pelo calavera, um piá e o chiru, parente distante do herói das missões.
        Nos capins debaixo, num vu via- se listras verdes, amarelas, outras vermelhas com a cabeça chata, esta era perigosa, parecida com a m'boi guaçu enraivecida.
No   povoado de São Miguel fora mandada. Deveria ser capaz de trazer alguma  moeda para sustentar o velho e o piá. Nada mais dava na terra. A estiagem acabara com o riacho de trás da coxilha, com pastos e plantações, não tinham mais comida e água suficiente. Deus teria castigado por terem cortado com machado o capão. O trabalho árduo da rapariga acabara ali. Teria de sobreviver de maneira diferente.
          E nas circunstância do tempo se tornara tirana. A chama estaria acesa, queimando igual a fogueira utilizada para assustar os animais dos matos por ali existentes. Teria conhecido um peão de cola reguida e maravilhado com a beleza da rapariga se aproveitou. Pela primeira vez a cunhataí de carne e osso deixara seu passado atrás da porta daquela casa coberta de sapê e rodeada pelo canto do quero- quero. Não era mais cunhataí.
         O piá e o chiru, avistaram ao longe a volta da choupana e o calavera a abraçou, indagando:
         - As moedas  estão com com cê? Venha...
         O escuro da noite e a chuva seriam testemunhas da transformação ocorrida na pequena cunhataí.
        Tudo voltara a ser como tempos passados.
        - Arrasta este chaão, tirana! O joio não se mistura com as plantações! Valerá muitas noedas... muitas moedas... Tirana!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

DEVANEIO







" O autoconhecimento de cada indivíduo, a volta do ser humano às origens, ao seu próprio ser e a sua verdade individual e social, eis o começo da cura da cegueira que domina o mundo de hoje".
                 Carl Gustav Jung.
                  Zürich, 1918
             O corredor comprido e muito estreito sobre olhares curiosoa daquelas pessoas confinadas em suas clausuras de recuperação psiquiátrica, entrelaçados na força estranha e na energia da luz, atría- me em um caminho para alcançar os setenta e dois degraus da escada. Na porta, um rosto estranho deixava sobressair na janelinha o seu sorriso, transmitindo tranquilidade através da face cheia de tumores formados por sangue extravasado e seus três olhos grandes.
             A  porta de madeira mágica abriu- se e todos nadamos num mar de energias.
Diante de minha pessoa, desenha- se as velhas ruínas de São Miguel de Arcanjo. Colunas, altares, crianças tocando flautas, a torre decorada com as quatro cabeças de cobras, a flor de lótus, a cruz de lorena, santos, anjos, os atlantis, os jesuítas, os sons do badalar do sino... o seu esoterismo.
              Ando na direção onde grupos de pessoas compostas por cianças, adultos e velhos apreciam atenciosamente a palestra do padre jesuíta, onde discorre sobre os cuidados e higiene para com o corpo e sobre a morte; sendo a morte o momento de transição, seja nas vidas passadas, no presente, ninguém jamais estará sozinho, não sendo um fim, mas um passaporte para esses destinos desconhecidos. Ao olhar do padre jesuita tornei- me cúmplice com aquela situação.
            Nesse momento a Gessi, menina de estatura média, dezessete anos, pele clara, cabelos escuros, deficiente mental, pega minha mão direita direcionando ao caminho a fim de algo aprendermos nas dolorosas experiências de uma alma indiferente e ingrata .
Em círculo, começamos a entoar a cantiga de roda, "a ciranda", atraíndo diversas crianças flutuantes vestidas de túnicas brancas. De repente, um ruído estranho veio do balanço vazio, seu choro nos angustiava. Ficamos observando por uns instantes... somente uma nuvem branca se fez brincar conosco no círculo da ciranda. Entre risos, cantos, naquele momento lúdico- criativo ocorreu o relaxamento da tensões e dos conflitos e nossas almas envolvidas em ritmos precisos e regulares ligadas à pulsação de certas estrelas, tornara- se receptivas a vibração planetária e solar.
            O Cleverson com seu aspecto físico, completamente deformado, na froma de  um gigante, tendo apenas vinte e oito anos nos chamou e mostrou a escrita da palavra " casa", juntamente com a maquete feita de papelão. Mecanicamente, sem qualquer esforço, seguimos outro trajeto.
          O Papa coberto de vestes vermelhos e douradas, o Bispo e os jesuítas com seus dogmas, evangelização e seus pensamentos voltados para os fins a alcançar e os meios a empregar para tal, faziam parte deste, faziam parte deste círculo humano. Neste momento veio um receio e medo, pois não gostaria de pertencer aos reinos menores, ao ser inferior, a espécie que se ajusta ao automatismo, na herança e nos valores assinalados. Se a inteligência é seguida pela razão e a nossa razão pela rsponsabilidade sob a cultura, o reflexo precede o instinto, tanto quanto o instinto precede a atividade reflexiva sendo o trânsito para a maturidade.
           Observamos os campos verdejantes moviementados, onde o aglomerado de seres supra- humanos com quem convivi, na certeza de ter cumprido a missão. Como provar a missão? A máquina fotográfica tinha sido destruída por uma menina maleva que ao toque de sua mão queimo- a.
           Desci os setenta e dois degraus da escada e olhei novamente para trá e fitei aquele rosto com hematomas e seus três olhos, sorrindo satisfatoriamente pela minha passagem. Tinha um lembrete escrito em uma frase,escreva uma pequena prece envolvendo a comunidade da qual você faz parte:

" Fontes de luzes e raça supra- humana
que habitam no espaço cósmico
enquanto cumprimos nossas tarefas no dia de hoje, na Terra
queremos conhecer os mistérios do Universo.
Cada órgão do nosso ser, cada célula nervosa, cada átomo da carne e a protína a se regenerar,
eliminassem da  face do Brasil e da América Latiana
tamanha pobreza social e econômica dos seres que nela habitam".

            Desfez- se o sonho da repórter vestida de jeans, camiseta branca, blazer preto, em equilíbrio com o Universo e na busca da Filosofia Oculta do homem, para suprir sua ignorância no mundo, em outros mundos e dimensões.

        Sonho. domingo, três hora da manhã. 17- 02-1995

domingo, 14 de fevereiro de 2010

@.com.br




Um fato curioso ocorre últimamente nas escritas dos colunistas de jornais e eu, não vou negar, também já utilizei @.com.br. A rede de contatos que foi criado ao utilizar @.com.br não possui limites a não ser quando queremos deletar. Ao ler colunas diversas sobre: moda, saúde, beleza, ,economia, educação, política, esporte no jornal de ontem, mas sendo que as notícias foram editadas para hoje, domingo ( combinamos aqui em casa que depois do sorteio das páginas do jornal vamos começar a leitura no domingo,juro!) e após  informações começa o sem querer querer, as sessões online no Twitter,  o deixe um rápido comentário, sem falar no Faceboock e na busca da atualização no blog.
Quer saber mais informações:  acesse e comente no http://meuseuseseus.blogspot.com/ .  Siga- me no Twitwer http://twitter.com/eunisia e adicione- me aos seus favoritos e não deixe de consultar no blog postando sua opinião para eunisiaineskilian@hotmail.com, e acompanhe   a crônica histórica no Jornal das Missões e eu aqui no http://meuseuseseus.blogspot.com/ procurando abrigo numa manhã,  após vários   percursos   realizado virtualmente no sambódromo de São Paulo.
Poste seu comentário no blog e vamos continuar comentando sobre @.com.br.
Obrigado por sua atenção.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CONTEI COM VOCÊ

Contei com você, juro que contei. Lógicamente não numéricamente, mas juro que contei com você. Com você, com sua dignidade, com seu corpo, com sua linguagem e com sua cara metade.
Cara metade, será que existe?
Minha metade... nunca parei para refletir sobre este conceito. Com que direito sou sua cara metade e você minha cara metade?
Mas juro que contei com você e conto com você em cada segundo da minha existência.