domingo, 26 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
MEUS EUS E A MÍSTICA PRIMAVERA!!!
Chegou o momento místico em que eu e meus eus e os seus integrem a natureza pois ela renasce, o mundo revive a força ativa que estava adormecida no silêncio do inverno, é o despertar de um novo para a vida... a primavera está novamente presente!
A estrela de Isis, a deusa associada à natureza e a fertilidade dos campos, entre outras coisas está presente entre nós. Druidas irão abrir as oito portas cósmicas ao longo do ano e a ressurreição da natureza começa. Que as mesas sejam fartas pois, inicia a grande obra alquímica, o que certamente, tem um valor muito mais simbólico que é a conexão entre microcosmos e macrocosmos. A primavera explode em sensualidade e a virilidade da terra se manifesta na semeadura e na retirada da roupa pesada do inverno que revela o corpo físico. É época de acasalamento, é época das paixões. É uma claridade que vem marcada por calores e por excessos.O grande jogo da vida é descobrir a dança contínua entre o oculto e o manifesto. O renascer das plantas revela o milagre oculto da vida que não se fazia ver mas lá estava. É o som da loucura - a fusão entre o que é de se esperar e do que é totalmente inesperado.
O eu e meus eus nesta noite irão pular até cair ou rodopiar nesta frenética dança com a realidade abraçando ambos - herói e vilão - numa única paixão. De luz acesa, a criança do eu e meus eus, tem menos medo dos fantasmas do escuro. Por isto convido seus eus para a dança, esta dança no final do inverno e não no início do mesmo para celebrarmos a escuridão. E logo em seguida, a luz... da Vida!
sábado, 18 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
DA GENTE QUE EU GOSTO
Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada,
que não se tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz.
Gente que cultiva seus sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.
Eu gosto de gente com capacidade para assumir as consequências de suas ações,
de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite,
abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.
Gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma,
da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida,
que vive cada hora com bom animo dando o melhor de si,
agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos,
de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.
Eu gosto de gente capaz de me criticar construtivamente
e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir.
De gente que tem tato.
Gosto de gente que possui sentido de justiça.
A estes chamo de meus amigos.
Gosto de gente que sabe a importância da alegria e a pratica.
De gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor.
De gente que nunca deixa de ser animada.
Gosto de gente que nos contagia com sua energia.
Gosto de gente sincera e franca,
capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.
Gosto de gente fiel e persistente,
que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e ideias.
Me encanta gente de critério,
que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo.
De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.
De gente que luta contra adversidades.
Gosto de gente que busca soluções.
Gosto de gente que pensa e medita internamente.
De gente que valoriza seus semelhantes,
não por um estereótipo social, nem como se apresentam.
De gente que não julga, nem deixa que outros julguem.
Gosta de gente que tem personalidade.
Me encanta gente que é capaz de entender que
o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça
aquilo que não sai do coração.
A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade,
o respeito, a tranquilidade, os valores, a alegria,
a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança,
o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento,
e o amor para com os demais e consigo próprio
são coisas fundamentais para se chamar GENTE.
Com gente como essa, me comprometo,
para o que seja,
pelo resto de minha vida...
já que, por tê-los junto de mim, me dou por bem retribuído.
OBRIGADO POR SER PARTE DESSA GENTE !
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber reviver.
A glória não consiste em não cair nunca,
mas em levantar-se todas as vezes que seja necessário.
Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber
com a mesma naturalidade o ganhar e o perder,
o acerto e o erro, o triunfo e a derrota...
ESSA MENSAGEM É SOMENTE PARA GENTE QUE MEREÇA CHAMAR-SE GENTE
Um grande Cabalista.
Rodrigo, Luciana, Yuri, Aline e Ede, meu UNIVERSO PRESENTE! AMO VOCÊS!!!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010

" É difícil falar de alguém que nós, a turma de Psicologia UFC 2009, conhecemos pouco. O Ederson esteve poucas vezes com a gente, já que ele assistiu a disciplina de Seminário de Introdução ao Curso de Psicologia com a nossa turma, e às sextas- feiras, ele tinha aula de fundamentos de Anatonomia para Psicologia conosco. mas, exatamente por ele ter " entrado" com a nossa turma e ter contado o seu histórico, ainda que superficialmente, no seminário, nós achamos que ele criou um vínculo maior com a nossa turma do primeiro semestre do que com as dos outros semestres que ele tinha aula. Apesar de não ter tido muitos amigos, ele conseguia mostrar aos poucos que o conheciam e que ele trocou algumas palavras que era uma pessoa muito simpática e, que apesar dos problemas, era bem humorado e arrancava até algumas risadas de quem conversava com ele. Infelizmente, o contato foi pouquíssimo, mas o baque que o seu falecimento trouxe a nossa turma não tem tamnaho. Todos nos unimos para tentar fazer algo por ele e por vocês, a família e amigos, para que todos nós tivéssemos um pouco de consolo e pudéssemos nos solidarizar com vocês. Dentre os feitos, conseguimos o endereço dele aí em Santo Ângelo, isto é, da família, para que enviássemos essa correspondência e vamos todos na missa no sábado para rezar po ele, por sua alma, por voc~es e tudo mais que esteja relacionado a ele. Nós podemos imaginar o quanto está sendo difícil. Algumas pessoas na nossa turma já perderam entes queridos e estão tentando ajudar a acalentar quem ainda está em choque ( como eu que estou escrevendo a carta). Igualmente difícil de aceitar está sendo de entender e achar motivos quaisquer para que essa fatalidade tenha acontecido, ainda que todos pareçam mínimos diante de que ele fez. Na nossa turma, particularmente, somente duas pessoas tinham contato maior com ele. A Nara, que sou eu que estou escrevendo essa parte da carta, e o Diego, que também escreve a outra parte. O Ederson conversou um pouco com nós dois sobre o que estava passando, mas eu, Nara, não pensei que fosse tão profundo e tão forte o que ele estava sentindo. Quando eu tive oportunidade de saber um pouco mais sobre a vida dele (sexte- feira, dia 28/08), nós estávamos aqui em casa e eu o escutei falar sobre seu histórico até chegar aqui no Ceará, as dificuldades pelas quais estava passando com a falta da família, a falta de amigos na faculdade, a pressão dele próprio com relação aos estudos e tudo mais que ele achasse ruim. Mas o que ele repassou é que estava lutando para que esta má fase passasse e, para isso, queria fazer novas amizades, sair, descontrair e esquecer um puco o que o atormentava. Infelizmente, ele não tem mais problemas para atormentá- lo, mas nós que perdemos alguém que só trazia felicidade e nenhum problema.
As palavras começam a faltar e, seguindo o caminho inverso, a saudade e a nostalgia só aumentam. Tristeza, com certeza nós todos sentimos, mas só de saber que ele está em um lugar melhor, isso já confota um pouco o coração da turma. desejamos que todos que o amavam aí também pensem isso e, assim como nós, tenham o tempo como aliado para que ele possa unir os bons momentos que ele nos proporcionou à tristeza que sentimos. Desejamos à família e amigos paz e compreensão para com o momento.
São os votos da Turma de Psicologia UFC 2009.2"
Fortaleza, 31 de agosto 2010.
Sr. e Srª Kilian,
faz quase um ano do falecimento do Ederson, filho de voc~es e meu antigo colega de sala na faculdade de Psicologia na UFC. Fui uma das poucas pessoas com quem ele pode falar mais abertamente sobre os problemas pelos quais estava passando. Na sexta, anterior ao sábado, dia do seu falecimento, ele almoçou em minha casa e me contou sobre as dificuldades que sentia por ter de estudar longe de casa e da família e todos os problemas que isso acarretava. estando no primeiro semestre da faculdade, não poderia em teria como perceber que ditos problemas estavam- o mais angustiado de que qualquer outro poderia deixar. mal sabia eu que seria a última vez que eu o veria. Ao saber de seu falecimento, o choque foi grande o bastante para eu acreditar piamente que iria encontrá-lo por muito e muito tempo. No dia seguinte à confirmação do falecimento, o professor Gustavo Moura fez uma pequena celebração de partida, para que pudéssemos nos despedir, já que o velório aconteceu aí. O que mando é o principal fruto dessa celebração: três cartas, papéis com palavras de acolhimento e que gostríamos de dizer a ele, envoltos em um tecido cheio de mensagens de carinho.
Peço mil desculpas po não ter enviado os tais objetos antes. Tentei conseguir o dinheiro para mandar via correio com a turma, mas a tentativa foi em vão.
Mando agora na esperança que seja mais uma coisa boa para ser lembrada, e muito bem, do nosso querido Ederson.
Nara Silveira Remígio
Nara, agradecemos sua iniciativa e transmita para toda turma da Faculdade de Psicologia 2009.2 o nosso carinho e ao professor Gustavo Moura o nosso respeito. No momento estamos comovidos pela homenagem e o nosso silêncio é sentido no acolhimento de seres humanos como vocês.
Família Kilian
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
CHORO
uma linguagem. Mas eu tenho muito mais
à medida que não consigo designar.
(Clarice Lispector)
Pombas... estou de molho por recomendação da Dr. Rose. Meus familiares e amigos ( poucos)de convívio diário sabem o que vai tornar- se para eu, esses dias. Sou responsáveis por eles. Serei capaz de transforma- los em pesadelos, em momentos de vitimização ou ao contrário, o encontro comigo e a busca do re- ligare com o Universo. A busca da sabedoria sempre é constante. Ao som de Moonlight Sonara de Christopher Peacock, escrevo esta postagem. Sou madrugadara, às 6h e 30min já estou caminhando pelo apartamento acompanhada pela minha cachorra Pitty. Acordei ouvindo o canto do sabiá da praia na manhã sem sol, cinzenta e nublada. Mas, se bati em retirada como guerreira batalhadora foi recomendação médica e acompanhamento psicológico. Se não realizaria a retirada do meu corpo da batalha contemporânea pela luta da sobrevivência, sobre os históricos médicos avaliados estaria propensa a realmente nunca mais a voltar para a luta. O choro é profundo, mas não é recente, nas anotações estavam descrições sobre o meu estado de saúde. O choro faz você parar? Tive que admitir que a queda foi por aí. O choro, pranto (choro em excesso) ou ato de chorar ou lacrimejar é um efeito fisiológico dos seres humanos que consiste na produção em grande quantidade de lágrimas dos olhos, geralmente quando estão em estado emocional alterado como em casos de medo, tristeza, depressão, dor, saudade, alegria exagerada, raiva, aflição. Parei, porque foi diagnosticado depressão. Será realmente que estou nesse estado? Mas, porque corro logo para expressar meus sentimentos na escrita? A escrita e o choro desalentado possui seu significado na Psicanálise e poderá ser uma temática para mestrado.
Deus e o diabo estão lutand ali,
e o campo de batalha é o coração do homem.
(Dostoiévski)
Considero o choro que estou sentindo, a verdadeira expulsão da raiva, do medo, do ódio, da incompreensão real do ser humano onipotente perante o espaço cósmico no seu amplo macrocósmo e no microcosmo. Posso estar chorando por decepção, por chantagem, também por desabafo e por estar sensibilizada diante de uma situação de sofrimento meu ou alheio.
Busquei na identificação délfica a justificativa para o meu choro: “sei que nada sei, de tudo quanto sei”, ou por desconfiar de minhas próprias convicções, como é próprio daqueles que se dedicam à filosofia. Num segundo momento... ainda não sei.
Busquei na identificação délfica a justificativa para o meu choro: “sei que nada sei, de tudo quanto sei”, ou por desconfiar de minhas próprias convicções, como é próprio daqueles que se dedicam à filosofia. Num segundo momento... ainda não sei.
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
"Quando a boca cala, o corpo fala.Quando a boca fala, o corpo sara."
É interessante este alerta colocado na porta de um espaço terapêutico.
Muitas vezes... O resfriado aparece quando o corpo não chora.
A dor de garganta vem quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando a raiva não consegue sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
A dor no ombro sinaliza o excesso de fardos e de obrigações.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre aumenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
E as tuas dores caladas? Como elas falam no teu corpo?
Mas, cuidado... Escolha o que falar, com quem falar, onde, quando e como!
Crianças é que contam tudo para todos, a qualquer hora, de qualquer forma.
Passar relatório é ingenuidade.
Escolha alguém que possa lhe ajudar a organizar as idéias, harmonizar as sensações e recuperar a alegria.
Todos precisam saudavelmente de um ouvinte interessado.
Mas tudo depende, principalmente, do nosso esforço pessoal para fazer acontecer as mudanças na nossa vida!!!
"A amizade é a mais pura forma do amor de Deus, porque nasce do livre arbítrio do coração." (Paramahansa Yogananda)
"Quando a boca cala, o corpo fala. Quando a boca fala, o corpo sara."
Eis um ditado que mostra, de forma simples, a importância de verbalizar o que sentimos e pensamos, pois o que não é expresso tende, mais cedo ou mais tarde, a afetar nosso bem-estar e até nosso estado de alma.
Segundo o psicólogo Waldemar Magaldi Filho, professor da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, ao entrar em contato com seu colorido interior, dispondo-se a abrir e a contar suas experiências, sejam elas boas ou ruins, muito do que foi vivenciado pela pessoa se ilumina.
“Narrando os fatos, percebemos que eles talvez não sejam tão negativos quanto pensávamos, que a raiva que alguém despertou em nós diminuiu, que o trauma que sofremos já não assusta tanto, que nossas vitórias foram mais importantes do que pareciam”, explica o especialista.
Da mesma maneira, o que a princípio foi visto como algo trágico pode, com o passar do tempo, se revelar uma grande oportunidade de crescimento. “Isso é o que chamamos de re-significar, ou seja, atribuir um novo sentido às coisas”, completa.
O ato de falar sobre si mesmo é a base da psicoterapia, mas não é só no consultório que isso traz benefícios. Aliás, o simples fato de compartilhar as próprias idéias com alguém faz um bem danado.
“E, se você não tem para quem falar, escreva”.
Desconheço o autor. Recebi esta mensagem por e- mail no momento exato da mina raiva e desconhecimento dos sentimentos do ser humano.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O MOMENTO
Em alguns momentos temos a sensação de estarmos volitando de felicidade. Mas, o que é esta tal felicidade? Rodrigo Cavalcante coloca em recente texto publicado que por muito tempo, a felicidade foi tratada como uma sensação intangível, tema da filosofia e da arte – e não da ciência . Acontece que , nos últimos anos, a união entre psicólogos, economistas e neurologistas turbinaram a chamada “ciência da felicidade”, um novo campo que promete revolucionar a ciência nas próximas décadas. Como os neurologistas já conseguem identificar quais áreas do cérebro são acionadas quando sentimos prazer, os pesquisadores conseguem cruzar esses dados com as respostas das entrevistas, passando a contar com um panorama muito mais confiável sobre o tema. Mas como defini-la? “Felicidade é sentir-se bem, gozar a vida”, diz o economista britânico Richard Layard, autor de A Ciência da Felicidade. Considerado uma das maiores autoridades no assunto, ele ficou famoso por levantar uma questão curiosa: o aumento de renda de países não foi seguido do aumento do grau de felicidade dos seus cidadãos. De acordo com Layard e outros pesquisadores, isso acontece por dois motivos. O primeiro é o fato de que o que torna uma pessoa mais feliz não é o aumento da renda em si, mas o aumento em comparação aos seus colegas. Uma pesquisa na Universidade Harvard, nos EUA, mostrou que a maioria dos alunos preferiria receber US$ 50 000 se os outros ganhassem a metade desse valor, em vez de receber US$ 100 000 se os outros ganhassem US$ 200 000. O segundo estaria em nossa capacidade de nos adapta r ao novo padrão. Mas, se a riqueza não traz felicidade, o que traz? Se você pensou em saúde, juventude, um QI alto, um bom casamento, dias ensolarados ou ter uma crença religiosa, saiba que tudo isso ajuda. Mas, de acordo com pesquisa realizada em 2002 pela Universidade de Illinois, também nos EUA, as pessoas com alto nível de felicidade são aquelas que têm mais capacidade de fazer amigos e manter fortes laços afetivos com eles. Um hábito simples e gratuito.
Eu sinto-me feliz quando realizo viagens sem compromisso de chegar ao destino. Saí da Rota Missões, passei pela Rota da Terra, em seguida pela Rota Palenteológica, acolá encontramos a Rota do Pampa Gaúcho e finalmente chegamos na Rota do Extremo- Sul. Perplexa fiquei com a beleza da praia do Chuí e com o pôr-do-sol no Chuy.
Obs: Lógicamente que não passei em todas a cidades que integram as rotas turísticas.
sábado, 14 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
CULTURA E O DIREITO À MEMÓRIA
Foi realizado na noite da ultima segunda feira 09/08, com enorme sucesso o lançamento do Projeto “ Chá das Cinco com Elas e Eles:Cultura, Memória e Vida”, uma promoção da Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Juventude com a iniciativa do Arquivo Histórico Municipal Augusto César Pereira tendo como responsável a pesquisadora e escritora Eunísia Inês Kilian. O projeto busca o resgate da memória local através da reunião de moradores que integraram e integram o desenvolvimento social, político e econômico da nossa cidade. Todas as entrevistas são gravadas e transformadas em um DVD e farão parte do acervo do arquivo municipal.
Estiveram presentes: o patrono da XVIII SEMANA CULTURAL, Dalmir Renato Ledur, o Secretário Municipal de Cultura Lazer e Juventude André Kryszcczun. Os entrevistados desta noite foram a Senhora Jane de Oliveira e o Senhor Wilmar Campos Bindé, que deram uma aula de cidadania sobre a cultura, a economia e a política de Santo Ângelo. Foram elencadas várias temáticas como: reuniões familiares, dias festivos,costumes religiosos, educação, brincadeira de infância, II Guerra Mundial, a importância do serviço militar e profissões. Este encontro foi realizado como uma forma de instrumentalizar a participação da comunidade no proposto de fazer valer o direito à memória. Esteve também presente a Diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Sparta de Souza professora Jaqueline Oliveira Pires e a senhora Adelina Pfitscher Graebner, mãe da anfitriã, residente em Santa Rosa.
domingo, 8 de agosto de 2010
-INVERNO-
Está muito certo!!! A tarde está fria e o sol escondido atrás do ipê roxo que teima em florir antes da chegada da primevera, em setembro. Bom, como posso dizer, eu, aqui, sentindo dores no corpo humano protegido por uma luz vibrante. Tenha certeza, está frio... como nosso olhar. Ainda procuramos vagar por este espaço cheirando promessas de amores infinitos. Tudo uma extensa ilusão. O corpo, uma carne musculosa. Corpo, tresanda cheiro fétido como meus pensamentos quanto te enxergo aqui, ali e acolá. Uma abraço vago no imaginário do teu corpo. Meu olhar visualizando a respiração ofegante e seu suor. Momentos de labor, de luxúria e de tremenda enfermidade desta mente doentia que só pensa na sensibilidade oculta do ser humano. Hipócrita! Coragem,firmeza de espírito !Terrorista de meia tigela ! Vá ao encontro do teu desejo... O vento norte,a carne transformando- se em pó. Tudo será o retorno à terra onde tu pisas.Nunca sabemos se dissemos o que realmente gostaríamos, palavras nunca são reais palavras. Sofrer, sentimentos nostálgicos, sensações novas que tentam seguir- me, e eu não podendo descrever. Eu, ser humano aqui presente, filha doUniverso. Sinto fome da sabedoria, do SER; autêntico, convincente e conveniente com o meu mundo e meu microcósmo. Está certo, vou tomar a última taça de vinho neste inverno com paisagens bucólicas.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
METAMORFOSE AMBULANTE!!!

Às veszes sinto uma necessidade enorme de realizar as ações diárias todas ao contrário. Sairia da rotina não praticando: o abrir dos olhos, as necessidades biológicas fundamentais ao levantar da cama, a escovação dos dentes, o lavar do rosto, o tomar banho, o desjejum da manhã, a caminhada ao trabalho. Também não exergaria os seres humanos ativo e sim, seriam inativos. Tornaria o dia um ópio e como consequência o ócio. Fingiria tristeza e pela primeira vez teria coragem de gritar ao mundo ( se ele quiser me ouvir) que sou vítima desta vida contemporânea.Sim, sou vítima!!!- Coitada! Falta de fé e sabedoria! Necessita de tratamento terapêutico!!!- Muitos iriam criticar-me por esta atitude. E sem falar que iria mentir, matar até uma barata se possível fosse...
Eu e meus eus entrão em conflitos diariamente, e como uma teia de comunicação entra em contato com os seus eus e lá no fundo, onde se encontra a razão sei que a verdade, a ação correta, a paz, o amor e a não violência fazem parte do meu mundo, o mundinho que se chama Universo .
Agradeço ao Supremo todos os dias pelos sentidos humanos (olfato, paladar, tato, visão e audição), e pelos prazeres que sou contemplada: você, a escrita de um texto e principalmente a Vida!
domingo, 18 de julho de 2010
PERNAS PARA O AR
Direitos conquistados por uma mulher (in) dependente em um final de semana chuvoso e gelado,
visualizarei: http://marjoriebier.wordpress.com/,
vou espiar o próximo capítulo de A Carne Viva: http://oficinamissoes.blogspot.com/,
como bicho curioso sugarei o: http://sarapatelpsicodelico.blogspot.com/,
verificarei as manifestações apimentadas das charges: http://www.augustobier.blogspot.com/
e os apuros da Genoveva com seu companheiro :http://www.radicci.com.br/.
Também vou verificar como anda as: http:// Penas do Pio.blogspot.com/.
Como uma mulher (in) dependente tenho que responder e-mail, postar no meu bloog, aceitar novos amigos no Faceboock e ainda twittar.
Como uma mulher (in) dependente
quero um café na cama,
o almoço na varanda
uma taça de vinho, uma poesia e o romantismo.
Tudo regado de uma tremenda preguiça e pernas para o ar!
domingo, 11 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
TIA LOLITA VESTIDA DE CHITA-MUSEU DA COZINHA

Tia Lolita vestida de chita não existe mais. Havia tempos em que a titia realizava aos domingos gostosas delícias de sobremesas; pudins, torta de bolachas Maria, sagu de vinho ou de creme de chocolate com leite, ambrosia, doce de arroz com leite. A nova titia não guarda em sua biblioteca o livro de receita da Vovó Anastácia. E não perde mais tempo em frente ao fogão movimentado pela lenha, pois, possui forno e fogão elétricos, geladeira duplex, freezer e microondas e tudo está on line. O forno feito de tijolos e barro, o rolo de massa,a gamela ficaram para a exposição do Museu da Cozinha.
Hoje, a Tia Lolita que não veste mais chita, acessa sentada na mesa da cozinha, onde fabricava calça virada, massa e pães caseiros, acessando o blog, o faceboock e o twitter em busca de dados sobre a "receitas caseiras". Usando os óculos da última marca vai colocando os ingredientes da receita em uma bacia de plástico de R$ 1,00; ovos de caixa ou de rede, leite de saco ou de caixinha, fermento rápido, farinha branca, maisena...
O contemporâneo destas receitas também é o uso do telefone sem fio. Para não estragar o trabalho ralizado pela manicuri, pega o telefone e liga para a padaria que fica no outro lado da rua e realiza a encomenda das deliciosas sobremesas. Ao mesmo momento bela como sempre, mesmo com a chapinha feita no cabelo, a Tia Lolita vestida de jeans, camisa branca e tênis, presta atenção e divide com os sobrinhos, todos com noteboock, sentados em círculo ( este costume continuou), cada qual mostrando fotos de passeios realizados em chácaras com direito em andar de charrete ou carroça, onde tinham bois, vacas, porcos e galinhas e todas as delícias do tempo da vovó e sem esquecer da aventura que foi dormir em uma barraquinha de lona. Passeio com um custo fenomenal pago à agência de turismo rural em suaves prestações de 10 vezes em cheques pré -datados.
sábado, 26 de junho de 2010
DEUS AJUDA QUEM CEDO MADRUGA
" Deus ajuda quem cedo madruga", cresci ouvindo este dito popular. Ao sair de casa pela manhã, observo e verifico se tudo está mais ou menos organizado. No passar pelo portão, na primeira pisada na calçada por incrível que pareça não é nela que meu pé desce com a rapidez de águia, e sim no monte de merda do cachorro do vizinho ( confesso também tenho cachorra), resta-me limpar na grama da esquina da Marechal Deodoro. Mas, como boa profissional sigo em frente desviando as calçadas confeccionadas com diversos materiais, pedras, lajotas, gramas, para chegar pontualmente no trabalho. Não deu outra, depois de passar pela rampa de acessibilidade colocada na rua por onde passo, resvalei em uma calçada de lajotas lisas que fica em frente de um da loja do "chaveirista", e levei uma queda enorme. Visualizei para o norte, para o sul, para o leste e oeste, ninguém por perto. Levantei com dificuldade daquele piso úmido e cabeça erguida e continuei meu trajeto (fiquei vários dias com o corpo dolorido).
Na passarela do lago da praça Pinheiro Machado, tropecei e sem querer quebrei o salto do sapato. Meio capenga, parando segundos em segundos fingindo arrumar a barra da calça jeans, cheguei finalmente ao Arquivo Histórico. Sento com o meu peso bruto e num estrondo observo a roda de suporte da cadeira no outro lado da sala. Não irei relatar como ficou a minha situação. Tranquilamente aguardo o retorno para casa ao final do expediente de trabalho.
" Deus ajuda quem cedo madruga". Pelo turno da tarde vou trabalhar concentração digo, algo como meditação com alunos de uma turma da escola. Ao ligar o DVD, sumiu as imagens e se foi o trabalho de uma semana de pesquisa na internet sobre as boas maneira ( não gravei corretamente). Finalmente sexta- feira, programei um jantar com familiares e final de trabalho. Mas, antes de retornar ao apartamento, meu doce lar, fui ao hospital visitar uma colega que tinha submetido à uma cirurgia. Prometi quinze minutos com ela mas chegou aos quarenta e cinco minutos. Ao sair do local, fui abordada por um senhor de idade com um saco de plástico de mercado contendo: feijão, arroz. bananas e azeite. E ele, insistiu, implorou e impôs a troca daqueles mantimentos por dinheiro. E eu, sem ação simplesmente disse que não tinha dinheiro (realmente não tinha dinheiro e moeda) e entrei no carro. Nunca ouvi tantas ofensas na minha vida: - A senhora vai ter o que merece! Deus castiga quem ao pobre nega o pão... entre tantas outras coisas e até de infeliz.
domingo, 20 de junho de 2010
BRASIL LITERÁRIO
Belo Horizonte, 19 de junho de 2010
Eunísia Inês Kilian,
Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença, e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um, homens e mulheres, é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".
Eunísia, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino.
Por ser assim, a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças,despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.
Quando pensamos, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.
Eunísia,o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?
Com meu abraço, sempre, Bartolomeu.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
OUTONO, TERRA E PÓ
Há algo que gostaria de compreender melhor. Passo várias noites de sono interrompido. Explicação sábia, é o climatério, penso eu. Reluto em tomar medicação, mas não taças de vinho acompanhadas por um bom queijo. Não gosto de ficar sem dormir, pois parece um "presságio" algo irá acontecer, realmente minha mente sente e expressa através da insônia. Hoje,sexta- feira, levantei, uma noite mal dormida novamente e mentalmente realizei uma visualização do Éderson, fui até Gramado onde o Rodrigo e a Luciana estão participando do Congresso de Neurociência e Psiquiatria e vou checar mentalmente como está minha Mãe em Santa Rosa. Tudo bem ultimamente com nossos vizinhos e amigos, a Alzira, Dona Pedra, a Dona Deja e a Olinda, todas com boa qualidade de vida nas suas respectivas idades. E nesse momento toca o telefone, é a Mãe comunicando do falecimento da Dona Olga, amiga da nossa família por mais de quarenta anos e o fato é que ela não foi visualizada na concentração realizada há segundos atrás. Ao som da música Bohemian Raphsody com Mont Serat Caballé vem como um filme um dos bons momentos que passamos juntas ao lado do fogão a lenha na casa de minha família materna. Como de costume, sempre quando vou visitar minha Mãe, as vizinhas, amigas vem ao nossso encontro para tomar chimarrão e comer bolos, cucas e calças viradas. Lembro uma situação inusitada: sentadas todas ao redor do fogão a lenha, eu, a mãe , a minha irmã Ivete que mora em Brasília e a Dona Olga, onde a cuia de chimarrão passava de mão em mão como num ritual de bruxas. Realmente, o momento era mágico, pois quando eu imaginaria que uma senhora de 78 anos iria falar da sua sexualidade naquele momento. Sempre brincava com a Olga, pois ela participava dos bailes da melhor idade e formava par com a minha mãe, mesmo sempre mancando, o seu joelho doía muito eu comentava que era um amor mais profundo que conhecia.
_ Sabe kika, esta noite sonhei com o Valdemar meu falecido marido, e comecei a brigar com ele pois estava cheirando bebida e queria sexo comigo.
- E a senhora como reagiu diante a solicitação do seu Valdemar?
- Senti muita vontade, você acha que nesta idade a gente não sente vontade de fazer sexo?
Fiquei perplexa pela espontaneidade dela e continuei a escuta- la.
- Eu também queria sexo, só que fiquei quietinha quando ele deitou ao meu lado, pois já sabia o que ele queria, mas eu queria um sexo diferente sem cheiro de cachaça. Não adiantou fingir... acordei e chorei pois na verdade ele não estava ao meu lado e eu fiquei no prejuízo pois o desejo sexual estava ali presente. Só quando levantei observei que tinha virado embaixo da cama a cachaça com mestruz que uso para passar no joelho quando sinto dor.
A gargalhada foi geral história contada.Consciente do acontencido começamos a debater o desejo sexual da mulher na melhor idade. Como pude observar a libido continua saliente, bem como as fantasias eróticas e realmente deu uma lição de como saber respeitar a real idade.
Entre o tudo e o nada, entre o passado e o presente, entre a vida e a morte, momentos da dignidade do ser mulher vivido postado no nosso cérebro que nunca será deletado no mundo misterioso em que vivemos. Retorne ao pó, sua passagem por aqui companheira do calor e do frio, da alegria e do choro, do sol e da chuva,prótons, elétrons, macroorganismos, microorganismos tudo o que compõem e decompõem o nosso corpo humano, fétido humano, somos puro humus no fim. Sou humana não contenho a lágrima ao fundo musical de "Romance ", tocado pelo Kitaro. Vá, Dona Olga ao encontro do seu amado!Vá com muita Luz!A usina humana é repositório de forças elétricas de alto teor construtivo ou destrutivo e cada célula, minúsculo motor, trabalhou ao impulso mental o milagre do cérebro, com o coeficiente de bilhões de células e que a partir desse momento, na tarde de outubro retornará para a terra em forma de cinza e pó.
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