Quem sou eu

Eu sou eu, meus eus e os seus.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"Quando a boca cala, o corpo fala.Quando a boca fala, o corpo sara."


É interessante este alerta colocado na porta de um espaço terapêutico.
Muitas vezes... O resfriado aparece quando o corpo não chora.
A dor de garganta vem quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando a raiva não consegue sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
A dor no ombro sinaliza o excesso de fardos e de obrigações.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre aumenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
E as tuas dores caladas? Como elas falam no teu corpo?
Mas, cuidado... Escolha o que falar, com quem falar, onde, quando e como!
Crianças é que contam tudo para todos, a qualquer hora, de qualquer forma.
Passar relatório é ingenuidade.
Escolha alguém que possa lhe ajudar a organizar as idéias, harmonizar as sensações e recuperar a alegria.
Todos precisam saudavelmente de um ouvinte interessado.
Mas tudo depende, principalmente, do nosso esforço pessoal para fazer acontecer as mudanças na nossa vida!!!
"A amizade é a mais pura forma do amor de Deus, porque nasce do livre arbítrio do coração." (Paramahansa Yogananda)
"Quando a boca cala, o corpo fala. Quando a boca fala, o corpo sara."
Eis um ditado que mostra, de forma simples, a importância de verbalizar o que sentimos e pensamos, pois o que não é expresso tende, mais cedo ou mais tarde, a afetar nosso bem-estar e até nosso estado de alma.
Segundo o psicólogo Waldemar Magaldi Filho, professor da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, ao entrar em contato com seu colorido interior, dispondo-se a abrir e a contar suas experiências, sejam elas boas ou ruins, muito do que foi vivenciado pela pessoa se ilumina.
“Narrando os fatos, percebemos que eles talvez não sejam tão negativos quanto pensávamos, que a raiva que alguém despertou em nós diminuiu, que o trauma que sofremos já não assusta tanto, que nossas vitórias foram mais importantes do que pareciam”, explica o especialista.
Da mesma maneira, o que a princípio foi visto como algo trágico pode, com o passar do tempo, se revelar uma grande oportunidade de crescimento. “Isso é o que chamamos de re-significar, ou seja, atribuir um novo sentido às coisas”, completa.
O ato de falar sobre si mesmo é a base da psicoterapia, mas não é só no consultório que isso traz benefícios. Aliás, o simples fato de compartilhar as próprias idéias com alguém faz um bem danado.
“E, se você não tem para quem falar, escreva”.
 Desconheço o autor. Recebi esta mensagem por e- mail no momento exato da mina raiva e desconhecimento dos sentimentos do ser humano.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O MOMENTO


Em alguns momentos temos a sensação de estarmos volitando de felicidade. Mas, o que é esta tal felicidade? Rodrigo Cavalcante coloca em recente texto publicado que por muito tempo, a felicidade foi tratada como uma sensação intangível, tema da filosofia e da arte – e não da ciência . Acontece que , nos últimos anos, a união entre psicólogos, economistas e neurologistas turbinaram a chamada “ciência da felicidade”, um novo campo que promete revolucionar a ciência nas próximas décadas. Como os neurologistas já conseguem identificar quais áreas do cérebro são acionadas quando sentimos prazer, os pesquisadores conseguem cruzar esses dados com as respostas das entrevistas, passando a contar com um panorama muito mais confiável sobre o tema. Mas como defini-la? “Felicidade é sentir-se bem, gozar a vida”, diz o economista britânico Richard Layard, autor de A Ciência da Felicidade. Considerado uma das maiores autoridades no assunto, ele ficou famoso por levantar uma questão curiosa: o aumento de renda de países não foi seguido do aumento do grau de felicidade dos seus cidadãos. De acordo com Layard e outros pesquisadores, isso acontece por dois motivos. O primeiro é o fato de que o que torna uma pessoa mais feliz não é o aumento da renda em si, mas o aumento em comparação aos seus colegas. Uma pesquisa na Universidade Harvard, nos EUA, mostrou que a maioria dos alunos preferiria receber US$ 50 000 se os outros ganhassem a metade desse valor, em vez de receber US$ 100 000 se os outros ganhassem US$ 200 000. O segundo estaria em nossa capacidade de nos adapta r ao novo padrão. Mas, se a riqueza não traz felicidade, o que traz? Se você pensou em saúde, juventude, um QI alto, um bom casamento, dias ensolarados ou ter uma crença religiosa, saiba que tudo isso ajuda. Mas, de acordo com pesquisa realizada em 2002 pela Universidade de Illinois, também nos EUA, as pessoas com alto nível de felicidade são aquelas que têm mais capacidade de fazer amigos e manter fortes laços afetivos com eles. Um hábito simples e gratuito.
Eu sinto-me feliz quando realizo viagens sem compromisso de chegar ao destino. Saí da Rota Missões, passei pela Rota da Terra, em seguida pela Rota Palenteológica, acolá encontramos a Rota do Pampa Gaúcho e finalmente chegamos na Rota do Extremo- Sul. Perplexa fiquei com a beleza da praia do Chuí e com o pôr-do-sol no Chuy.
Obs: Lógicamente que não passei em todas a cidades que integram as rotas turísticas.



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CULTURA E O DIREITO À MEMÓRIA

Foi realizado na noite da ultima segunda feira 09/08, com enorme sucesso o lançamento do Projeto “ Chá das Cinco com Elas e Eles:Cultura, Memória e Vida”, uma promoção da Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Juventude com a iniciativa do Arquivo Histórico Municipal Augusto César Pereira tendo como responsável a pesquisadora e escritora Eunísia Inês Kilian. O projeto busca o resgate da memória local através da reunião de moradores que integraram e integram o desenvolvimento social, político e econômico da nossa cidade. Todas as entrevistas são gravadas e transformadas em um DVD e farão parte do acervo do arquivo municipal.
Estiveram presentes: o patrono da XVIII SEMANA CULTURAL, Dalmir Renato Ledur, o Secretário Municipal de Cultura Lazer e Juventude André Kryszcczun. Os entrevistados desta noite foram a Senhora Jane de Oliveira e o Senhor Wilmar Campos Bindé, que deram uma aula de cidadania sobre a cultura, a economia e a política de Santo Ângelo. Foram elencadas várias temáticas como: reuniões familiares, dias festivos,costumes religiosos, educação, brincadeira de infância, II Guerra Mundial, a importância do serviço militar e profissões. Este encontro foi realizado como uma forma de instrumentalizar a participação da comunidade no proposto de fazer valer o direito à memória. Esteve também presente a Diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Sparta de Souza professora Jaqueline Oliveira Pires e a senhora Adelina Pfitscher Graebner, mãe da anfitriã, residente em Santa Rosa.




domingo, 8 de agosto de 2010

-INVERNO-





Está muito certo!!! A tarde está fria e o sol escondido atrás do ipê roxo que teima em florir antes da chegada da primevera, em setembro. Bom, como posso dizer, eu, aqui, sentindo dores no corpo humano protegido por uma luz vibrante. Tenha  certeza, está frio... como nosso olhar. Ainda procuramos vagar por este espaço cheirando promessas de amores infinitos. Tudo uma extensa ilusão. O corpo, uma carne musculosa.  Corpo, tresanda cheiro fétido como meus pensamentos quanto te enxergo aqui, ali e acolá. Uma abraço vago no imaginário do teu corpo. Meu olhar visualizando a respiração ofegante e seu suor. Momentos de labor, de luxúria e de tremenda enfermidade desta mente doentia que só pensa na sensibilidade oculta do ser humano. Hipócrita! Coragem,firmeza de espírito !Terrorista de meia tigela ! Vá ao encontro do teu desejo... O vento norte,a carne transformando- se em pó. Tudo será o retorno à terra onde tu pisas.Nunca sabemos se dissemos o que realmente gostaríamos, palavras nunca são reais palavras. Sofrer, sentimentos nostálgicos, sensações novas que tentam seguir- me, e  eu não podendo  descrever. Eu, ser humano aqui presente, filha doUniverso. Sinto fome da sabedoria, do SER; autêntico, convincente e conveniente com o meu mundo e meu microcósmo. Está certo, vou tomar a última taça de vinho neste inverno com paisagens bucólicas.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

METAMORFOSE AMBULANTE!!!




Às veszes sinto uma necessidade enorme de realizar as ações diárias  todas ao contrário. Sairia da rotina não praticando: o abrir dos olhos, as necessidades biológicas fundamentais ao levantar da cama, a escovação dos dentes, o lavar do rosto,  o tomar banho, o desjejum da manhã, a caminhada ao trabalho. Também não exergaria os seres humanos ativo e sim, seriam inativos. Tornaria o dia um ópio e  como consequência o ócio. Fingiria tristeza e pela primeira vez teria coragem de gritar ao mundo ( se ele quiser me ouvir) que sou vítima desta vida contemporânea.Sim, sou vítima!!!- Coitada! Falta de fé e sabedoria! Necessita de tratamento terapêutico!!!- Muitos iriam criticar-me por esta atitude. E sem falar que iria mentir, matar até uma barata se possível fosse...
 Eu e meus eus entrão em conflitos diariamente, e como uma teia de comunicação entra em contato com os seus eus e lá no fundo, onde se encontra a razão sei que a verdade, a ação correta, a paz, o amor e a não violência fazem parte do meu mundo, o mundinho que se chama Universo .
Agradeço ao Supremo  todos os dias pelos sentidos humanos (olfato, paladar, tato, visão e audição), e pelos prazeres que sou contemplada: você, a escrita de um texto e principalmente a Vida!

domingo, 18 de julho de 2010

PERNAS PARA O AR

Direitos conquistados por uma mulher (in) dependente em um final de semana chuvoso e gelado,
vou espiar o próximo capítulo de A Carne Viva:  http://oficinamissoes.blogspot.com/,
como bicho curioso sugarei o: http://sarapatelpsicodelico.blogspot.com/,
verificarei as manifestações apimentadas das charges: http://www.augustobier.blogspot.com/
e os apuros da Genoveva com seu companheiro :http://www.radicci.com.br/.
Também vou verificar como anda as: http:// Penas do Pio.blogspot.com/.
Como uma mulher (in) dependente tenho que responder e-mail, postar no meu bloog, aceitar novos amigos no Faceboock e ainda twittar.
Como uma mulher (in) dependente
quero um café na cama,
o almoço na varanda
uma taça de  vinho, uma poesia e  o romantismo.
Tudo regado de uma tremenda preguiça e pernas para o ar!


segunda-feira, 5 de julho de 2010

TIA LOLITA VESTIDA DE CHITA-MUSEU DA COZINHA



Tia Lolita vestida de chita não existe mais. Havia tempos em que a titia  realizava aos domingos gostosas delícias de sobremesas; pudins, torta de bolachas Maria, sagu de vinho ou de creme de chocolate com leite, ambrosia, doce de arroz com leite. A nova titia não guarda em sua biblioteca o livro de receita da Vovó Anastácia. E não perde mais tempo em frente ao fogão movimentado pela lenha, pois, possui forno  e  fogão elétricos, geladeira duplex, freezer e microondas e tudo está on line. O forno feito de  tijolos e  barro, o rolo de massa,a gamela ficaram para a exposição do Museu da Cozinha.
Hoje, a Tia Lolita que não veste mais chita, acessa  sentada na mesa da cozinha, onde fabricava calça virada, massa e pães caseiros, acessando o blog, o faceboock e o twitter em busca de dados sobre a "receitas caseiras". Usando os óculos da última marca vai colocando os ingredientes da receita em uma bacia de plástico de R$ 1,00; ovos de caixa ou de rede, leite de saco ou de caixinha, fermento rápido, farinha branca, maisena...
O contemporâneo destas receitas também é o uso do telefone sem fio. Para não estragar  o trabalho ralizado pela manicuri, pega o telefone e liga para a padaria que fica no outro lado da rua e realiza a encomenda das deliciosas sobremesas. Ao mesmo momento bela como sempre, mesmo com a chapinha feita no cabelo, a Tia Lolita vestida de jeans, camisa branca e tênis, presta atenção e divide com os sobrinhos, todos com noteboock, sentados em círculo ( este costume continuou), cada qual mostrando fotos de passeios realizados em chácaras com direito em andar de charrete ou carroça, onde tinham bois, vacas, porcos e galinhas e todas as delícias do tempo da vovó e sem esquecer da aventura que foi dormir em uma barraquinha de lona. Passeio com um custo fenomenal pago à agência de turismo rural em suaves prestações de 10 vezes em cheques pré -datados.

sábado, 26 de junho de 2010

DEUS AJUDA QUEM CEDO MADRUGA


" Deus ajuda quem cedo madruga", cresci ouvindo este dito popular.  Ao sair de casa pela manhã, observo e verifico se tudo está mais ou menos organizado. No passar pelo portão, na primeira pisada na calçada por incrível que pareça não é nela  que meu pé desce com a rapidez de águia, e sim no monte de merda do cachorro do vizinho ( confesso também tenho cachorra), resta-me limpar na grama da esquina da Marechal Deodoro. Mas, como boa profissional sigo em frente desviando as calçadas confeccionadas com diversos materiais, pedras, lajotas, gramas, para chegar pontualmente no trabalho. Não deu outra, depois de passar pela rampa de acessibilidade colocada na rua por onde passo, resvalei em uma calçada de lajotas lisas que fica em frente de um da loja do "chaveirista",  e levei uma queda enorme. Visualizei para o norte, para o sul, para o leste e oeste, ninguém por perto. Levantei com dificuldade daquele piso úmido e cabeça erguida e continuei meu trajeto (fiquei vários dias com o corpo dolorido).
Na passarela do lago da praça Pinheiro Machado, tropecei e sem querer quebrei o salto do sapato. Meio capenga, parando segundos em segundos fingindo arrumar a barra da calça jeans, cheguei finalmente ao Arquivo Histórico. Sento com o meu peso bruto e num estrondo observo a roda de suporte da cadeira no outro lado da sala. Não irei relatar como ficou a minha situação. Tranquilamente aguardo o retorno para casa ao final do expediente de trabalho.
" Deus ajuda quem cedo madruga". Pelo turno da tarde vou trabalhar concentração digo, algo como meditação com alunos de uma turma da escola. Ao ligar o DVD, sumiu as imagens e se foi o trabalho de uma semana de pesquisa na internet sobre as boas maneira ( não gravei corretamente). Finalmente sexta- feira, programei um jantar com familiares e final de trabalho. Mas, antes de retornar ao apartamento, meu doce lar, fui ao hospital visitar uma colega que tinha submetido à uma cirurgia. Prometi quinze minutos com ela mas chegou aos quarenta e cinco minutos. Ao sair do local, fui abordada por um senhor de idade com um saco de plástico de mercado contendo: feijão, arroz. bananas e azeite.  E ele, insistiu, implorou e impôs a troca daqueles mantimentos por dinheiro. E eu, sem ação simplesmente disse que não tinha dinheiro (realmente não tinha dinheiro e moeda) e entrei no carro. Nunca ouvi tantas ofensas na minha vida: - A senhora vai ter o que merece! Deus castiga quem ao pobre nega o pão... entre tantas outras coisas e  até de infeliz.
 Realmente, ele acertou,  infeliz  encontrava- me naquele momento, pois a saudade  e uma certa melancolia estava sentindo em relação ao meu filho que já partiu. Fiquei ouvindo sem mencionar uma palavra e fixa, olhava para ele pois  tinha certeza que não merecia aquele final de tarde, além disso estava doendo os meus pé, meu corpo, o meu tudo e o meu além...  O  homem saiu resmungando que ainda bem que ganhava o vale refeição, o vale gás e a bolsa família e que aquela tarde recebeu doações de  cobertores e agasalhos da campanha que a comunidade( também contribui para a campanha) tinha arrecadado. E eu, ainda acredito que Deus ajuda quem cedo madruga.

domingo, 20 de junho de 2010

BRASIL LITERÁRIO



Belo Horizonte, 19 de junho de 2010
Eunísia Inês Kilian,
Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença, e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um, homens e mulheres, é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".
Eunísia, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino.
Por ser assim,  a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças,despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.
Quando pensamos, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.
Eunísia,o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?
Com meu abraço, sempre, Bartolomeu.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

OUTONO, TERRA E PÓ


Há algo que gostaria de compreender melhor. Passo várias noites de sono interrompido. Explicação sábia, é o climatério, penso eu. Reluto em tomar medicação, mas não taças de vinho acompanhadas por um bom queijo. Não gosto de ficar sem dormir, pois parece um "presságio" algo irá acontecer, realmente minha mente sente e expressa através da insônia. Hoje,sexta- feira,  levantei, uma noite mal dormida novamente e mentalmente realizei uma visualização do Éderson, fui até Gramado onde o Rodrigo e a Luciana estão participando do Congresso de Neurociência e Psiquiatria e vou checar mentalmente como está minha Mãe em Santa Rosa. Tudo bem ultimamente com nossos vizinhos e amigos, a Alzira, Dona Pedra, a Dona Deja e a Olinda, todas com boa qualidade de vida nas suas respectivas idades. E nesse momento toca o telefone, é a Mãe comunicando do falecimento da Dona Olga, amiga da nossa família por mais de quarenta anos e o fato é que ela não foi visualizada na concentração realizada há segundos atrás. Ao som da música Bohemian Raphsody com Mont Serat Caballé vem como um filme um dos bons momentos que passamos juntas ao lado do fogão a lenha na casa de minha família materna. Como de costume, sempre quando vou visitar minha Mãe, as vizinhas, amigas vem ao nossso encontro para tomar chimarrão e comer bolos, cucas e calças viradas. Lembro uma situação inusitada: sentadas todas ao redor do fogão a lenha, eu, a mãe , a minha irmã Ivete que mora em Brasília e a Dona Olga, onde a cuia de chimarrão passava de mão em mão como num ritual de bruxas. Realmente, o momento era mágico, pois quando eu imaginaria que uma senhora de 78 anos iria falar da sua sexualidade naquele momento. Sempre brincava com a Olga, pois ela participava dos bailes da melhor idade e formava par com a minha mãe, mesmo sempre mancando, o seu joelho doía muito eu comentava que  era um amor mais profundo que conhecia.
_ Sabe kika, esta noite sonhei com o Valdemar  meu falecido marido, e comecei a brigar com ele pois estava cheirando bebida e queria sexo comigo.
- E a senhora como reagiu diante a solicitação do seu Valdemar?
- Senti muita vontade, você acha que nesta idade a gente não sente vontade de fazer sexo?
   Fiquei perplexa pela espontaneidade dela e continuei a escuta- la.
- Eu também queria sexo, só que fiquei quietinha quando ele deitou ao meu lado, pois já sabia o que ele queria, mas eu queria um sexo diferente sem cheiro de cachaça. Não adiantou fingir... acordei e chorei pois na verdade ele não estava ao meu lado e eu fiquei no prejuízo pois o desejo sexual estava ali presente. Só quando levantei observei que tinha virado embaixo da cama a cachaça com mestruz que uso para passar no joelho quando sinto dor. 
  A gargalhada foi geral história contada.Consciente do acontencido começamos a debater o desejo sexual da mulher na melhor idade. Como pude observar a libido continua saliente, bem como as fantasias eróticas e realmente deu uma lição de como saber respeitar a real idade.
    Entre o tudo e o nada, entre o passado e o presente, entre a vida e a morte, momentos da dignidade do ser mulher vivido postado no nosso cérebro que nunca será deletado no mundo misterioso em que vivemos. Retorne ao pó, sua passagem por aqui companheira do calor e do frio, da alegria e do choro, do sol e da chuva,prótons, elétrons, macroorganismos, microorganismos tudo o que compõem e decompõem o nosso corpo humano, fétido humano, somos puro humus no fim. Sou humana não contenho a lágrima ao fundo musical de "Romance ", tocado pelo Kitaro. Vá, Dona Olga ao encontro do seu amado!Vá com muita Luz!A usina humana é repositório de forças elétricas de alto teor construtivo ou destrutivo e cada célula, minúsculo motor, trabalhou ao impulso mental o milagre do cérebro, com o coeficiente de bilhões de células e que a partir desse momento, na tarde de outubro retornará para a terra em forma de cinza e pó.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

CORPUS CHRISTI X CORPO HUMANO



Como toda rotina depois de um feriado: pela parte da manhã sigo com passos ritmados às vezes acompanhado pelo meu "personal trainer" Oscar para o Arquivo Histórico Municipal. Como de praxe cumprimento colegas, subo escadas dobro a direita e entro no local de trabalho. Acendo as luzes, ligo a ferramenta de trabalho e verifico e-mail, nada para pesquisar, confiro edições locais dos jornais, verifico as reportagens históricas e realizo o recorte quando necessário. Sempre pessoas presentes, converso, indico, auxilio em busca de dados. Final de expediente,retorno pra casa e aí começa a minha  outra batalha, fogão novamente, realizar o almoço, santo Deus( não devemos usar o nome de Deus em vão), qualquer dia vou pedir demissão da minha vida de cozinheira e vou lá no bairro Sepé almoçar. Sabe, custa R$ 1,50, é no restaurante da comunidade carente.Fique sabendo pela dona Dina, que é mãe de Maria, prima da Chica avó da aluna Silvia irmã do Pedro, do Paulo, do Luis e da pequena Cíntia que a "bóia" é muito gostosa e vale a pena, dá para servir a vontade mas,  se a assistente social bate aqui em casa ficarei mais frita do que ovos mal fritados...sem sanches! Olho meu dedo cortado pois fui inventar um bife da carne congelada, o arroz queimado, o feijão crú e o macarrão uma passoca, desisto do meu almoço. Resta sentar na sacada e saborear uma laranja e uma bergamota ( frutas da época...fedorentas!). Vou espiar antes de ir para a escola o jornal na tv regional e assisto notícias sobre a bolsa família, sobre o vale gás, pensão alimentícia, bolsa de estudos, trânsito trágico no feriadão de Corpus Christi, tráfico gaúcho abalado, novas regras nos planos de saúde...Socorro!!! Desligo a  televisão e pego a bolsa vazia de dinheiro mas cheia de esperança e vou para outro trabalho, como professora. Já ia esquecendo que errei o último degrau da escada e levei uma bela queda, fui feliz não tinha uma alma pessoa observando. No trajeto até as escola fico agradecida pela amiga que enviou um e-mail de bons fluídos para o início da semana. Valeu!!! Boa semana de trabalho para todos. Muita luz!

terça-feira, 1 de junho de 2010

SUSTENTABILIDADE



                                                            
Acreditar ou não
na razão sustentável do ser
ser ecologicamente viável
na biodiversidade da sobrevivência.
Oriente
ocidente
espaço cósmico
macrocosmo
microcosmo
lá em cima
cá embaixo
qual será o mistério?
Tropa de elite
santos e santas na defesa espiritual
na reza iluminando o inconsciente cognitivo
consciente
     da fome
     da morte
     dos sete pecados capitais
     da neurose fobia.
Almas errantes
o que buscais?
dignidade através da mentira
honrarias através do humano lixo homem.
Pobres, inocentes
guardamos esperança e fé
nos arquivo universais
cá estamos nós
na globalização totalizada
do lixo homem
do homem lixo.
O planeta terra suportará
tamanha indeiferença
sobre o criador
pois continuamos a observar
a metamorfose da larva
o sugar do beija- flor no mais belo lírio
os corpos musculosos dos catadores
   de lixos
   papéis recicláveis
e escutai o replicar do sino da catedral
a alma é reciclável?
Além do arco- íris
talvez, seremos verdadeiramente humanos
na sustentabilidade ação- reação- relação
da qual estamos inseridos
não fugindo das responsabilidades e sabedorias
no mundo realmente abobinável...
ou viável


terça-feira, 25 de maio de 2010

ALVARINO ANALFABETO- Cidadão Honorário



Digníssimas autoridades
Nobres colegas sobreviventes
Caros convidados especiais e familiares
Do nosso homenageado
Alvarino Analfabeto


Este título faz justiça
Ao homem jovem
Do banco da Matriz
Ao professor que lecionou
Através da linguagem popular o Português
A Geografia nas esquinas das ruas e avenidas
A História  mal contada
No Centro Educacional do Desvio


Aqui, dava seus primeriors passos
Acidadania não tem nada a ver
Com sua vida universitária
Onde vira fantoche
pois leis e direitos nada sabe


Alvarino Analfabeto
Um homem nu
Na Matemática, conta os números de filhos
Na Ciência, o valor da cana-de- açúcar...cachaça!!!


Alvarino Analfabeto
A sua persistência lhe dá razão e a energia
Para sobreviver sem corrupção
Sem propina, cocaina ou crack
Sua mente autêntica
Faz- nos compreender
A luz que nos ilumina
E nas mutações do Universo
A sabedoria é infinita
Parabéns,
Alvarino Analfabeto!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ESTÁ CERTO! EU PROMETO!



 



Está certo! Concordo! Juro pelo meu tamanho físico que irei acreditar! Tenham a certeza que estarei em busca da paz espiritual! Concordo com Eu Acredito, no seu Deus! Prometo a Vera e ao Oscar que vou (re) ler o Livro dos Espíritos! Cláudio, poderemos trocar idéias virtuais sobre os livros espíritas que está lendo. Marjorie, sei que se explodir uma bomba em Bangladesh, de alguma forma estaremos envolvidos e que as crises existenciais servem pra nos acordar de vez em quando e que urgente é tudo o que não queremos deixar para amanhã. Mas, quero continuar a encontrar você na rua Antunes Ribas e na esquina virtual. E o Bardo foi corajoso em sua colocação na definição de ser ateu e que vive em uma paz imensa e como ele diz: Pra que perguntar onde nunca te respondem? E crise é bom, criatividade em alta! E ao Ricardo Valente, provoquei humor, embora as crises. Expressões diversas causei aos amigos do coração e virtual no texto “ Comunicado” que produzi. Não nego que foi um desabafo e que realmente estou e continuo em crise existencial. Descobri que vou continuar assim por um bom tempo. Pois, serei a primeira vítima consciente da sua ação. Pois todos estarão voltados para eu e terei o mundo ( o meu mundinho) aos meus pés. Vou chorar, vou dar imensas gargalhadas. Irei tropeçar, mas perdoarei os obstáculos. Prometo olhar as belezas provocadas pelas paisagens de outono e tomar um chocolate quente na tarde fria do domingo e caminhar pela praça Pinheiro Machado. E vou realizar o “ religar” com Buda, Shiva,Brahman, Alá, Ahura Mazda do profeta Zaratustra ou com o Deus da nossa ou sua tribo. Pensando bem... vou aprender a cortar e costurar tecidos, vou realizar um curso de corte e costura... pois só assim estarei remendando e costurando com linhas de fios de ouro a minha vida.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

COMUNICADO


Comunico aos meus amigos, seres humanos que estou em crises existenciais. Mas, quais serão os motivos dessas crises existenciais? Podem ser emocional, econômica, espiritual ou quem sabem de ordem física: transformação do corpo humano transmutando para a melhor idade. Considero crises existenciais momentos de conflito e insatisfação para com nossos pensamentos, pois são eles que determinam nossos sentimentos e comportamentos.

Só sei que não consigo mais rezar. Como você imagina DEUS ? O MEU DEUS, não é um senhor de idade avançada e tão pouco barbudo e velho, mas sim, os físicos quânticos podem explicar melhor... são moléculas, átomos...que integram o macrocosmo e o nosso microcosmo universal.

E na ordem da crise existencial econômica, quanto mais trabalho a grana escapa pelos meus dedos, suponho que tenha que realizar um curso relacionado com a matemática financeira. Pode ser, mas apenas administro o meu salário como professora. Agora tenho que começar a admitir uma crise existencial física e é contra a gravidade, tudo está indo para a terra voltando- se para o pó.

E os meus sonhos não morreram por incrível que pareça, continuo sonhando como adolescente em idade florescente. Rimou,que ridículo!

Até em minhas ações fico pensando nas possibilidades matemáticas dos micos, erros considerados grosseiros que irei cometer no decorrer do cotidiano. Sinto- me que estou sendo vigiada por seres ocultos que dizem: faça isso e não faça aquilo. Nesse momento, junto com as alterações hormonais e a percepção dos primeiros sinais de envelhecimento, revendo e avaliando as minhas realizações.

Não quero bancar o avestruz e fingir que as crises existenciais não existem. O tempo dos ensaios acabou.

Há urgência! Vou pôr em marcha realizações que vinham sendo postergadas. Tenho a fome de viver e a sensação de que a vida não merece ser adiada e de que ainda há muito o que fazer e continuar crer em DEUS.

Onde anda a tão sonhada liberdade se possuo o livre arbítrio?

Hoje á apenas quarta- feira, 21 de abril de 2010 e estou em Campina das Missões, na rota do Rio Uruguai e o que você tem com isso? Tudo, pois sem você não estaria aqui transmutando meus sentimentos mais puros e ingênuos.



terça-feira, 6 de abril de 2010

VÔMITO




Sempre presente no primeiro banco da primeira fila pois, somente assim, garantia um lugar mais abençoado e perto do padre, do bispo e de Deus. Silvia começou a sentir uma vertigem e a cúpula da catedral começou a ficar mais alta e distante talvez, indo ao encontro dos anjos e arcanjos. Quando voltou a si estava sendo apoiada por uma senhora idosa. E no tempo necessário para sair porta a fora da igreja, onde vomitou tudo o que sentia naquele momento... a imagem do padre, que fizera a encomenda do corpo do seu neto, a neta que também perdera poucos dias atrás, e o sorriso da bisneta sobrevivente da tragédia que balançou em seus frágeis braços já sentindo a força da gravidade. Vomitou a fé, pois não compreendia o motivo de seus netos partirem antes dela. Ela que já sofria do mal de Parkinson, agora a realidade era outra, também viúva do marido... vomitou a esperança. Que esperança ela poderia implorar diante da imagem do Cristo Morto? Se ela tinha seus amados mortos. Não conseguia compreender e também não queria compreender o sentido da morte. Logo ela, que sempre foi católica apostólica romana. Terminou o ritual da missa, saiu sabe lá como de dentro da igreja e tomou seu destino, sua casa. Somente olhou pra trás para verificar a beleza da Catedral Anjopolitana e da praça matriz. Seguiu desconfiada definitivamente de sua fé e de todos que por ela passavam.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

EU SOU NÓS

O site" Somos todos Um", enviou- me esta mensagem pelo motivo do meu aniversário e resolvi publicá- la no blog:

Eu Sou Nós
Meu Pai!
Agora eu não quero pedir nada, apenas existir, no aqui e no agora!
Cansei de pedir, cansei de reclamar, cansei de emoções perturbadas. Por isso, agora, sintonizo-me com o Seu coração, na tentativa de me purificar de antigos hábitos densos.
Ilumino-me quando tolero, perdoo, aceito e amo. Mesmo assim, não tenho conseguido agir sempre assim.
Por isso, entrego-me, agora, ao pulsar do Seu coração.
Quero agora ser uno Contigo! Cansei de me separar da Sua Luz! Cansei de aprender pela dor.
Não aguento mais a minha vaidade, intolerância e cegueira. Quero enxergar através dos Seus Olhos, quero amar através do Seu coração e respirar pelos Seus pulmões.
Essa separação me cansa, essa ilusão me trai, essa ganância me adoece... Chega! Não quero mais nada além de viver baseado na Sua vontade. Sua Luz está em mim e neste momento permito-me senti-la em todo Seu esplendor. Seu Amor está em mim!
Permito-me agora expressá-lo e usá-lo como antídoto para todo meu sofrimento...
Pai... Me ensina a ser melhor...
Pai... Toma as rédeas da minha vida e me ensina a ser conduzido, a aceitar Sua tutela...
Pai... Rompe minha arrogância, aniquila meu controle e abre meu coração...
Não quero mais viver separado, não quero mais que minha vontade seja diferente da Sua...
Quero, hoje, agora e sempre, viver a consciência clarificada, pela ação do Seu Amor.
Eu agora Sou Nós...
Eu Sou Nós...
Eu Sou Nós...
Porque Nós Somos a Luz que o mundo precisa. Porque Nós Somos a Consciência que o mundo carece. Porque sempre que sofro é porque sou o Eu e não sou o Nós...
Nós Somos abundantes e ilimitados. O Eu é limitado e sofredor!
Nós Somos o Universo em expansão amorosa!
O Eu sozinho é decadente e cego.
Eu só sou completo e iluminado quando Sou Nós.
Somos um Só.
Eu sou Nós! Eu sou Nós! Eu sou Nós!
A oração do Bruno: "Eu sou nós", que faz parte do inspiradíssimo livro "Evolução Espiritual na Prática" da Editora Luz da Serra.
Agradeço,