Quem sou eu

Eu sou eu, meus eus e os seus.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

COMUNICADO


Comunico aos meus amigos, seres humanos que estou em crises existenciais. Mas, quais serão os motivos dessas crises existenciais? Podem ser emocional, econômica, espiritual ou quem sabem de ordem física: transformação do corpo humano transmutando para a melhor idade. Considero crises existenciais momentos de conflito e insatisfação para com nossos pensamentos, pois são eles que determinam nossos sentimentos e comportamentos.

Só sei que não consigo mais rezar. Como você imagina DEUS ? O MEU DEUS, não é um senhor de idade avançada e tão pouco barbudo e velho, mas sim, os físicos quânticos podem explicar melhor... são moléculas, átomos...que integram o macrocosmo e o nosso microcosmo universal.

E na ordem da crise existencial econômica, quanto mais trabalho a grana escapa pelos meus dedos, suponho que tenha que realizar um curso relacionado com a matemática financeira. Pode ser, mas apenas administro o meu salário como professora. Agora tenho que começar a admitir uma crise existencial física e é contra a gravidade, tudo está indo para a terra voltando- se para o pó.

E os meus sonhos não morreram por incrível que pareça, continuo sonhando como adolescente em idade florescente. Rimou,que ridículo!

Até em minhas ações fico pensando nas possibilidades matemáticas dos micos, erros considerados grosseiros que irei cometer no decorrer do cotidiano. Sinto- me que estou sendo vigiada por seres ocultos que dizem: faça isso e não faça aquilo. Nesse momento, junto com as alterações hormonais e a percepção dos primeiros sinais de envelhecimento, revendo e avaliando as minhas realizações.

Não quero bancar o avestruz e fingir que as crises existenciais não existem. O tempo dos ensaios acabou.

Há urgência! Vou pôr em marcha realizações que vinham sendo postergadas. Tenho a fome de viver e a sensação de que a vida não merece ser adiada e de que ainda há muito o que fazer e continuar crer em DEUS.

Onde anda a tão sonhada liberdade se possuo o livre arbítrio?

Hoje á apenas quarta- feira, 21 de abril de 2010 e estou em Campina das Missões, na rota do Rio Uruguai e o que você tem com isso? Tudo, pois sem você não estaria aqui transmutando meus sentimentos mais puros e ingênuos.



terça-feira, 6 de abril de 2010

VÔMITO




Sempre presente no primeiro banco da primeira fila pois, somente assim, garantia um lugar mais abençoado e perto do padre, do bispo e de Deus. Silvia começou a sentir uma vertigem e a cúpula da catedral começou a ficar mais alta e distante talvez, indo ao encontro dos anjos e arcanjos. Quando voltou a si estava sendo apoiada por uma senhora idosa. E no tempo necessário para sair porta a fora da igreja, onde vomitou tudo o que sentia naquele momento... a imagem do padre, que fizera a encomenda do corpo do seu neto, a neta que também perdera poucos dias atrás, e o sorriso da bisneta sobrevivente da tragédia que balançou em seus frágeis braços já sentindo a força da gravidade. Vomitou a fé, pois não compreendia o motivo de seus netos partirem antes dela. Ela que já sofria do mal de Parkinson, agora a realidade era outra, também viúva do marido... vomitou a esperança. Que esperança ela poderia implorar diante da imagem do Cristo Morto? Se ela tinha seus amados mortos. Não conseguia compreender e também não queria compreender o sentido da morte. Logo ela, que sempre foi católica apostólica romana. Terminou o ritual da missa, saiu sabe lá como de dentro da igreja e tomou seu destino, sua casa. Somente olhou pra trás para verificar a beleza da Catedral Anjopolitana e da praça matriz. Seguiu desconfiada definitivamente de sua fé e de todos que por ela passavam.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

EU SOU NÓS

O site" Somos todos Um", enviou- me esta mensagem pelo motivo do meu aniversário e resolvi publicá- la no blog:

Eu Sou Nós
Meu Pai!
Agora eu não quero pedir nada, apenas existir, no aqui e no agora!
Cansei de pedir, cansei de reclamar, cansei de emoções perturbadas. Por isso, agora, sintonizo-me com o Seu coração, na tentativa de me purificar de antigos hábitos densos.
Ilumino-me quando tolero, perdoo, aceito e amo. Mesmo assim, não tenho conseguido agir sempre assim.
Por isso, entrego-me, agora, ao pulsar do Seu coração.
Quero agora ser uno Contigo! Cansei de me separar da Sua Luz! Cansei de aprender pela dor.
Não aguento mais a minha vaidade, intolerância e cegueira. Quero enxergar através dos Seus Olhos, quero amar através do Seu coração e respirar pelos Seus pulmões.
Essa separação me cansa, essa ilusão me trai, essa ganância me adoece... Chega! Não quero mais nada além de viver baseado na Sua vontade. Sua Luz está em mim e neste momento permito-me senti-la em todo Seu esplendor. Seu Amor está em mim!
Permito-me agora expressá-lo e usá-lo como antídoto para todo meu sofrimento...
Pai... Me ensina a ser melhor...
Pai... Toma as rédeas da minha vida e me ensina a ser conduzido, a aceitar Sua tutela...
Pai... Rompe minha arrogância, aniquila meu controle e abre meu coração...
Não quero mais viver separado, não quero mais que minha vontade seja diferente da Sua...
Quero, hoje, agora e sempre, viver a consciência clarificada, pela ação do Seu Amor.
Eu agora Sou Nós...
Eu Sou Nós...
Eu Sou Nós...
Porque Nós Somos a Luz que o mundo precisa. Porque Nós Somos a Consciência que o mundo carece. Porque sempre que sofro é porque sou o Eu e não sou o Nós...
Nós Somos abundantes e ilimitados. O Eu é limitado e sofredor!
Nós Somos o Universo em expansão amorosa!
O Eu sozinho é decadente e cego.
Eu só sou completo e iluminado quando Sou Nós.
Somos um Só.
Eu sou Nós! Eu sou Nós! Eu sou Nós!
A oração do Bruno: "Eu sou nós", que faz parte do inspiradíssimo livro "Evolução Espiritual na Prática" da Editora Luz da Serra.
Agradeço,


domingo, 28 de março de 2010

O SER E EU

 Às vezes não tenho vontade de realizar nada. Nada mesmo, vontade de sumir, ir talvez para um mosteiro beneditino, budista ou franciscano para elevar o pensamento e alcançar a meditação.   E ao mesmo momento observo que minha fuga só vai em pensamento, pois indo aos lugares que almejo não terei a liberdade, vou ser monja e existem as normas de convivências vigentes em cada ambiente humano. Sigo, presa aos meus princípios novamente pela rua Antunes Ribas, passo a praça Pinheiro Machado e vou até a Antônio Manoel, caminhando como um soldado brasileiro em marcha para a guerra imaginária. Dobro na esquina da Marechal Floriano e visualizo o grupo de pessoas já conhecidas que seguem a mesmo rotina; a espera do ônibus. Todos já sabem quem é quem dentro do ônibus, o motorista, o cobrador, os passageiros diários e bem como seus destinos. No momento somos todos cúmplices da labuta energética, pois a partir que iremos trabalhar estaremos conquistando pelo ao menos o pão e o leite diário.É muito interessante esta experiência que estou passando.Algumas pessoas amigas que passam por eu, e observam que estou na parada de ônibus tornam- se desconhecidas neste momento. Eu compreendo, pois neste instante sou popular. E a noite chega e em reunião de confraternização as mesmas pessoas amigas sorriem e festejam comigo a sociedade hipócrita em que pertencemos .Eu, e meus eus entram em enorme conflito existencial. Afinal, quem somos nós seres humanos? Eu, apenas estou realizando a rotina diária do meu trabalho como professora no mundo onde a nosso planeta Terra está em jogo e pede socorro. Tem uma coisa, prefiro andar de transporte coletivo... porque não sei dirigir um automóvel. Gosto muito de caminhar... é um bom exercício físico... quando o calo não ficar dolorido.

sábado, 6 de março de 2010

MULHER



       Enquanto houver mulheres alegres ou tristes, belas ou feias, falante ou calada, acomodado ou guerreira, fluindo e influindo de amor, a humanidade pode ter alguma esperança.
          E, em nosso porta- retrato não encontramos a mulher produzida da fotografia.
          Seu rosto traz traços que só o amadurecimento faz compreendê- la.
          Seus cabelos normais ou brancos são capazes de transmitir a persistência pela sobrevivência.
          Seus seios belos ou seios flácidos, obviamente, sequências de diversas gestações, para não dizer mudanças biológicas devido a idade, demonstram que a maternidade (quando opção) é uma das passagens da menina, moça, mulher no Planeta Terra.
          Mulher, camponesa, urbana, intelectual, analfabeta, poetisa, benzedeira, presa e liberta... reteza na certeza com a beleza no arco- íris, a arte de Deus no espaço cósmico.
          Mulher, a sua voz interior ou intuição, iluminada pela mãe branca de rara beleza, com vestidos longos e vaporosos, de cores claras e suaves assemelhando- se as nuvens, nos transmite a ternura, a prosperidade, a esperança e fluindo uma energia de amor e sabedoria.
          Mulher, tu és a fonte de luz, energia e sabedoria!






ESCRAVA DA TERRA MISSIONEIRA


         - Arrasta este chão maleva! Não deixe o joio misturar com as plantações! Capine, pise, corta, arada esta terra com arado!
        No mais o calavera de cola erguida olhava para a cunhataí. Outrora, o sol queimara seu corpo branco fazendo florescer partes de carne viva, pura de primeira, que se pareceia com um suculento churrasco.
       - Cunhataí, se esquecer da pitoca enxada de capinar a terra, serás vagabunda no grande lugarejo! - Excalma o velho calavera.
       Vestindo vestidos onde o remendo não cabia mais, deixara aparecer um pouco do seu corpo desenvolvido trabalhando na imensa terra vermelha enfeitada de pedras e algumas flores sempre vivas. No mais, ensinada a tomar chimarrão rodeada pelo calavera, um piá e o chiru, parente distante do herói das missões.
        Nos capins debaixo, num vu via- se listras verdes, amarelas, outras vermelhas com a cabeça chata, esta era perigosa, parecida com a m'boi guaçu enraivecida.
No   povoado de São Miguel fora mandada. Deveria ser capaz de trazer alguma  moeda para sustentar o velho e o piá. Nada mais dava na terra. A estiagem acabara com o riacho de trás da coxilha, com pastos e plantações, não tinham mais comida e água suficiente. Deus teria castigado por terem cortado com machado o capão. O trabalho árduo da rapariga acabara ali. Teria de sobreviver de maneira diferente.
          E nas circunstância do tempo se tornara tirana. A chama estaria acesa, queimando igual a fogueira utilizada para assustar os animais dos matos por ali existentes. Teria conhecido um peão de cola reguida e maravilhado com a beleza da rapariga se aproveitou. Pela primeira vez a cunhataí de carne e osso deixara seu passado atrás da porta daquela casa coberta de sapê e rodeada pelo canto do quero- quero. Não era mais cunhataí.
         O piá e o chiru, avistaram ao longe a volta da choupana e o calavera a abraçou, indagando:
         - As moedas  estão com com cê? Venha...
         O escuro da noite e a chuva seriam testemunhas da transformação ocorrida na pequena cunhataí.
        Tudo voltara a ser como tempos passados.
        - Arrasta este chaão, tirana! O joio não se mistura com as plantações! Valerá muitas noedas... muitas moedas... Tirana!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

DEVANEIO







" O autoconhecimento de cada indivíduo, a volta do ser humano às origens, ao seu próprio ser e a sua verdade individual e social, eis o começo da cura da cegueira que domina o mundo de hoje".
                 Carl Gustav Jung.
                  Zürich, 1918
             O corredor comprido e muito estreito sobre olhares curiosoa daquelas pessoas confinadas em suas clausuras de recuperação psiquiátrica, entrelaçados na força estranha e na energia da luz, atría- me em um caminho para alcançar os setenta e dois degraus da escada. Na porta, um rosto estranho deixava sobressair na janelinha o seu sorriso, transmitindo tranquilidade através da face cheia de tumores formados por sangue extravasado e seus três olhos grandes.
             A  porta de madeira mágica abriu- se e todos nadamos num mar de energias.
Diante de minha pessoa, desenha- se as velhas ruínas de São Miguel de Arcanjo. Colunas, altares, crianças tocando flautas, a torre decorada com as quatro cabeças de cobras, a flor de lótus, a cruz de lorena, santos, anjos, os atlantis, os jesuítas, os sons do badalar do sino... o seu esoterismo.
              Ando na direção onde grupos de pessoas compostas por cianças, adultos e velhos apreciam atenciosamente a palestra do padre jesuíta, onde discorre sobre os cuidados e higiene para com o corpo e sobre a morte; sendo a morte o momento de transição, seja nas vidas passadas, no presente, ninguém jamais estará sozinho, não sendo um fim, mas um passaporte para esses destinos desconhecidos. Ao olhar do padre jesuita tornei- me cúmplice com aquela situação.
            Nesse momento a Gessi, menina de estatura média, dezessete anos, pele clara, cabelos escuros, deficiente mental, pega minha mão direita direcionando ao caminho a fim de algo aprendermos nas dolorosas experiências de uma alma indiferente e ingrata .
Em círculo, começamos a entoar a cantiga de roda, "a ciranda", atraíndo diversas crianças flutuantes vestidas de túnicas brancas. De repente, um ruído estranho veio do balanço vazio, seu choro nos angustiava. Ficamos observando por uns instantes... somente uma nuvem branca se fez brincar conosco no círculo da ciranda. Entre risos, cantos, naquele momento lúdico- criativo ocorreu o relaxamento da tensões e dos conflitos e nossas almas envolvidas em ritmos precisos e regulares ligadas à pulsação de certas estrelas, tornara- se receptivas a vibração planetária e solar.
            O Cleverson com seu aspecto físico, completamente deformado, na froma de  um gigante, tendo apenas vinte e oito anos nos chamou e mostrou a escrita da palavra " casa", juntamente com a maquete feita de papelão. Mecanicamente, sem qualquer esforço, seguimos outro trajeto.
          O Papa coberto de vestes vermelhos e douradas, o Bispo e os jesuítas com seus dogmas, evangelização e seus pensamentos voltados para os fins a alcançar e os meios a empregar para tal, faziam parte deste, faziam parte deste círculo humano. Neste momento veio um receio e medo, pois não gostaria de pertencer aos reinos menores, ao ser inferior, a espécie que se ajusta ao automatismo, na herança e nos valores assinalados. Se a inteligência é seguida pela razão e a nossa razão pela rsponsabilidade sob a cultura, o reflexo precede o instinto, tanto quanto o instinto precede a atividade reflexiva sendo o trânsito para a maturidade.
           Observamos os campos verdejantes moviementados, onde o aglomerado de seres supra- humanos com quem convivi, na certeza de ter cumprido a missão. Como provar a missão? A máquina fotográfica tinha sido destruída por uma menina maleva que ao toque de sua mão queimo- a.
           Desci os setenta e dois degraus da escada e olhei novamente para trá e fitei aquele rosto com hematomas e seus três olhos, sorrindo satisfatoriamente pela minha passagem. Tinha um lembrete escrito em uma frase,escreva uma pequena prece envolvendo a comunidade da qual você faz parte:

" Fontes de luzes e raça supra- humana
que habitam no espaço cósmico
enquanto cumprimos nossas tarefas no dia de hoje, na Terra
queremos conhecer os mistérios do Universo.
Cada órgão do nosso ser, cada célula nervosa, cada átomo da carne e a protína a se regenerar,
eliminassem da  face do Brasil e da América Latiana
tamanha pobreza social e econômica dos seres que nela habitam".

            Desfez- se o sonho da repórter vestida de jeans, camiseta branca, blazer preto, em equilíbrio com o Universo e na busca da Filosofia Oculta do homem, para suprir sua ignorância no mundo, em outros mundos e dimensões.

        Sonho. domingo, três hora da manhã. 17- 02-1995

domingo, 14 de fevereiro de 2010

@.com.br




Um fato curioso ocorre últimamente nas escritas dos colunistas de jornais e eu, não vou negar, também já utilizei @.com.br. A rede de contatos que foi criado ao utilizar @.com.br não possui limites a não ser quando queremos deletar. Ao ler colunas diversas sobre: moda, saúde, beleza, ,economia, educação, política, esporte no jornal de ontem, mas sendo que as notícias foram editadas para hoje, domingo ( combinamos aqui em casa que depois do sorteio das páginas do jornal vamos começar a leitura no domingo,juro!) e após  informações começa o sem querer querer, as sessões online no Twitter,  o deixe um rápido comentário, sem falar no Faceboock e na busca da atualização no blog.
Quer saber mais informações:  acesse e comente no http://meuseuseseus.blogspot.com/ .  Siga- me no Twitwer http://twitter.com/eunisia e adicione- me aos seus favoritos e não deixe de consultar no blog postando sua opinião para eunisiaineskilian@hotmail.com, e acompanhe   a crônica histórica no Jornal das Missões e eu aqui no http://meuseuseseus.blogspot.com/ procurando abrigo numa manhã,  após vários   percursos   realizado virtualmente no sambódromo de São Paulo.
Poste seu comentário no blog e vamos continuar comentando sobre @.com.br.
Obrigado por sua atenção.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CONTEI COM VOCÊ

Contei com você, juro que contei. Lógicamente não numéricamente, mas juro que contei com você. Com você, com sua dignidade, com seu corpo, com sua linguagem e com sua cara metade.
Cara metade, será que existe?
Minha metade... nunca parei para refletir sobre este conceito. Com que direito sou sua cara metade e você minha cara metade?
Mas juro que contei com você e conto com você em cada segundo da minha existência.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

BELOS MOMENTOS...BELOS DIAS




Em tempos que estamos" derretendo "sobre um enorme calor, vale apena buscar no arquivo de fotos algo que nos remetem ao passado, aproximadamente na década de 20. Relatos em buscas de dados relacionados com a fotografia mencionam sobre a tradição de realizar piqueniques na cascata do arroio Itaquarinchim ou Taquarinchim (Como afirma seu Léo Fett) por políticos, convidados especiais e amigos. Podemos observar o Intendente Bráulio Oliveira vestido de branco ao centro, sendo ele o anfitrião do momento. As famílias convidadas realizavam momentos de lazer através de produções literárias, recitais poéticos e brincadeiras diversas.

Nos encontros realizados também eram tratados assuntos sobre a política municipal, estadual, nacional e bem como a mundial ( possíveis). Podemos no imaginário popular deduzir sobre as decisões que eram tomadas entre sombra e água frescas, apesar que nenhum dos homens estão vestidos adequadamente para o banho na cascata. Estavam comemorando algo, pois podemos observar homens assegurando garrafas. Este momento foi registrado onde hoje se encontra o moinho do Funguetto.

Poucos dados podemos registrar e transcrever pois a história está cheia de lacunas. Necessitamos de contadores, de pessoas folclóricas e mais fotos que registram a história do município. Você, caro leitor poderá participar enviando fotos de familiares, amigos e conhecidos com um breve relato para o e- mail: eunisiaineskilian@hotmail.com. Vamos criar uma rede de informações históricas sobre o município e região das missões. Agradecemos a colaboração dos participantes e créditos serão mencionados. Pois, tempos modernos podem nos remeter ao passado e a história não deve acabar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O MESTRE

Berenice, moça muito comportada resolveu ir para Porto Alegre. Histórias de moças comportadas realizando uma viagem você conhece há muito tempo. Mas, Berenice chegou na capital toda orgulhosa pois tinha uma meta: ir ao encontro para fazer o mundo acontecer. Foi rapidamente, após colocar sua valise e notebook no ombro para a Usina do Gasômetro.
Curiosa e ansiosa para realizar sua inscrição, talvez seria a primeira, pois era domingo e o evento começaria na segunda- feira, com a presença de seu mestre. Subiu euforicamente até o 4º andar e solicitou informações cabíveis aos voluntários do encontro.
Estava derretendo seu cérebro e sua massa corporal solicitava algo gelado para refrescar as ideias e colocar os pés no chão.
Enquanto se deliciava com um picolé que não era de seu Macalé aquele da rua Sepé, caminhava observando grupos vestidos com suas características, outros com bandeiras que ela sabia o significado realizando manifestações de louvores ao mesmo mestre considerado seu. Olhou para outro lado, perguntou em uma banca de artesanato  o preço da máscara do tuareg  feito de papel machê que lhe chamou atenção, uma economia sustentável. Ficou espantada com o preço e deixou escapar... A setentona hippie querendo aparentar  trinta e cinco anos realizou um sermão indignada com Berenice: não entende de arte popular,  pô... estamos lutando para um mundo melhor socialmente, politicamente e economicamente correto.
Resolveu Berenice, naquele calor de quarenta graus dar uma volta no barco Cisne Branco pelo Guaíba. Pensativa, corroída, indignada, cansada observou ao longe a cidade de Porto Alegre...
Terça- feira pela manhã, cá estava Berenice toda faceira com seu rebolado passeando pela avenida Brasil, após dar uma espiada no seu local de trabalho. Comprou o jonal onde acabou lendo notícias sobre seu mestre, a avaliação de tantos anos de encontro, as transformações da esquerda e direita na última década. Ficou com uma fúria tremenda e não queria compreender, não fazia parte de sua bandeira a viagem de seu mestre para um lugar onde o rico faz a festa mas,  acabou não acontecendo.Colocou o jornal dentro da sua bolsa, respirou,  dobrou a esquina e entrou na catedral.
Obs: fotografia de Jeferson Bottega

domingo, 17 de janeiro de 2010

MENINA, MULHER DESCALÇA

Menina andando na rua e na praça
Furtando picolé do seu Macalé
Fugindo descalça na rua Sepé
Menina descalça
Brincando de faz de conta
Na vitrine da loja
Tecendo sonhos e fantasias
vendendo rapaduras e pastéis
Brincando no parque
Balançando livremente
Tentando alcançar
Os sons da luz
Anjos,
Arcanjos
Menina descalça
Lava e passa roupa
Sábia nos dias de sol e chuva
Subindo a ruela cantando versos
Que só ela sabe o significado
Criando segredos
Fingindo verdades
Chorando sozinha
No canto da esquina da avenida Brasil
descobrindo o amor
Quando o vestido curto ficou
Salto alto, bolsa a tiracolo
Escola não vai
Normas, estiquetas não segue
Família só tem quando aperta o coração
E a saudade chegar
Menina, mulher descalça
Boneca nua
Traços de mulher
Senhora de si
Na esquina da rua
Dobrando a avenida da vida!

!!!

DEUS...

... SOMOS HUMANOS!!!
HAITI... SÓ GOSTARIA  COMPREENDER... DESCULPE MINHA IGNORÂNCIA,  SENHOR!!!

sábado, 9 de janeiro de 2010

PÂNICO, INCOMPREENSÃO HUMANA

Tomamos conhecimento na vila Comandaí, poucos quilômetros da nossa cidade, vive Luzia com seu esposo, comerciante naquela localidade.
Luzia, senhora de quarenta e cinco anos, está atacada de infecção crônica produzida por um bacilo específico, chamado de Bacilo de Hansen. Motivo que, querida sobrinha, está causando um verdadeiro pânico naquela povoação seguido de transferência de domicílio já, de várias famílias, havendo outras que desejam fazê- lo, a fim de por salvo as suas famílias do terrível mal que as ameaça. Imagina!!! O próprio grupo escolar que congrega aproximadamente 150 alunos fechou as portas, negando- se as professoras, dizem com razão, voltarem ao trabalho, antes que seja retirada do lugar a leprosa.
A doente em apreço, Luzia, já esteve recolhida ao leprosário de Porto Alegre, e  não sabemos como consegui evadir- se. Hoje, está vivendo entre seus familiares e no próprio seio da coletividade, sem escrúpulo algum, dedicando- se mesmo, segundo se propala naquele lugarejo, à fabricação de manteiga, queijos, pães, bolachas  e cucas que são vendidos na feira de Santo Ângelo.
O chefe da higiene local, telefonou ao diretor do leprosário de Porto Alegre, a fim de requisitar a ambulância daquela casa de saúde, para fazer o transporte da Luzia para aquela cidade. mas a resposta foi negativa, pois o diretor daquele estabelecimento hospitalar comunicou que o carro ambulância estava completamente estragado.
Houve enorme movimentação dos políticos locais e estaduais para que a Luzia fosse recolhida imediatamente, pois a localidade estava vivendo a cada instante o pânico, um dos mais terríveis males que pesam sobre a humanidade.
Estamos nos preparando para ir ao baile do Baltazar, no clube Concórdia, aí em Santa Rosa. Qual será a bandinha que irá animar a festa?
Olha, vamos combinar tantas coisas juntas, vamos organizar um pequenique na cascata do Comandaí, quando a primavera chegar com a participação das normalistas.
Últimamente estamos despertando para a curiosidade política e econômica. O governador do estado. o general Ernesto Dorneles propõe executar o plano de eletrificação. espero que tenha persistência.
Querida sobrinha, redigi de maneira completamente adoidada, fugindo às regras gramaticais e metodológicas de uma carta, no dia treze de março de hum mil novecentos e cinqüenta e dois.
Muita luz!
Com carinho,
Tua Tia Sibila.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Torres da Catedral


 

Torres majestosas da catedral
o que lhes orgulham?
Os sinos a replicarem,
  a cruz do cristífero,
a simbologia oculta.
os ipês amarelos, roxos e tantas outras árvores.
Dividem entre o céu
o seu espaço com prédios da modernidade.
Os santos protetores,
São Nicolau,
São Miguel,
são Luis Gonzaga,
São Francisco Borja,
São Lourenço,
São João Batista,
Santo Ângelo,
 voltados para o Sul
protegendo a cidade e campos verdes
buscando visualizar e socorrer
ás aguas do arroio Itaquarinchim
e do rio Ijuí- Grande.
Sabiá, pardal e joão- de -barro.
Moleque, pé- de - moleque,  
  rezando com a vó Cida na missa
para o José, Pedro, Júnior e tantas Marias,
desempregados e angustiados pela sobrevivência
resgatando a dignidade nesta terra
com o espírito guerreiro dos bravos índios
que outrora aqui moravam.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010

Gostaria de compreender o meu eu, mas está sendo muito difícil.
Tentei entrar e encontrar meu mestre no templo para solicitar algumas palavras de sabedoria e não o encontrei. Pelo labirinto,  procuro a saída ou alguma alternativa para comemorar a passada do ano. Terá fogos de artifícios, espumante, lágrimas e muitos abraços. Sei que neste momento não serei eu mesma. Terei saudade de uma parte minha que se foi... mas lá estarei eu com os meus eus rumando para 2010. E abraçarei aos que estarão ao meu lado na gratidão e na sensibilidade pelos caminhos percorridos juntos.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Vulneravelmente Robótico


Irei ou não poetar minha cidade?
Não sei politicar- talvez fosse politicar...
Homem e mulher, faces dúbias,instigando para fugir dos meus princípios
para garantir meu espaço
tornando-me um ser egoísta, egocêntrico.


Mãos ocultas, cabeças indesejáveis; humanos?
Traduzindo o odor fétido da podridão mental,
parasitas somos todos, soldados da globalização
na obstrução da cultura raíz
no cotidiano vulneravelmente robótico.


Irei ou não poetar minha cidade
com a alma ingênua, tão pequena
na vastidão dos mistérios ocultos?
Engrenados são os seres humanos
numa marcha social, política e econômica
congregados na hierarquia da ilusão,
ser um dia, o homem cidadão.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Estou maluca ou sempre fui?



Hoje amanheci com pensamento em Carlos Drumond de Andrade...havia uma pedra no meu caminho...no meu caminho havia uma pedra...Conflitos existenciais todos nós temos. Mas a pedras no caminho seriam iguais para todos?

A minha pedra é para ladrinhar o caminho para meu eu passar e é branca.
Mas tenho encontrado algumas pedras negras nas quais tropeço e quase não consigo levantar ( não sou contra pedras de cores negras até tenho um anel com uma pedra desta cor), procuro olhar para frente, para o lado direito, para o lado esquerdo e para trás.

Tento fugir para o meu mundo microcosmo, pois lá eu sei que todas as pedras encontradas em meu caminho serão para sentar e ficar observando o mundo da qual faço parte.

Conflitos misteriosos, seres humanos tão perto e distantes ao mesmo tempo, acordos mundiais não acontecidos. Acreditar no sonho onde não existe mais ética não é fácil.

Estou querendo voltar aos tempos de criança, das bolachas pintadas coloridas lá de Manchinha, perto de Três de Maio no casarão dos Hetwer, do tocar da gaita de boca do tio Balz, do ritmo do violão do Jorge, dos ensaios do conjunto musical regrados de cuca e linguiça,do trajeto que realizava caminhando em estradas de chão batido buscando naquelas pessoas que muitas já não existem mais um colo, um sorriso e um afago. Era apenas o que queria de Natal.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Somos Todos Um

Somente nesse instante senti
e indaguei sobre atitudes
 descompasssadas com minhas virtudes.
Serei eu, errada sem ética
diante da realidade subumana da qual estou
conveniente, consciente e omissa?
Sou eu verdadeira, sendo conduzida a cafajestada
ao mundo significante da realidade
inóspida,
fétida,
maléfica e
cibernética.
Seres humanos, amados
pertencentes ao microcosmo Planeta Terra,
olhai para os lírios brancos
visualizando a luz cósmica
sentindo a poeira suavizada pelo vento.
O calor do fogo humano fecundo,
amenizado pela garoa fina,
numa alquimia eficaz da apaixão
sentindo na cabala, os anjos volitarem
comungando orgasmos fluídos vibrantes
lá na terra de poucos e fome de muitos.
Andante, escutai o cantar dos pássaros,
o ruído do contemporâneo incrédulo,
ás águas do arroio aclamando pelo socorro,
o velho resmungando a solidão,
o novo sem perspectivas
e outros navegando nas cores do arco- íris.
Todos somos filhos Dele.
Dele somos reflexos.
Reflexos Dele somos.
Somos Dele filhos, todos.
Somos humanos. Humanos somos
Somos todos nós um.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


GARATUJA

Fiquei perplexa com a figura humana
os olhos de nada refletiam momentos de garatuja
transmitiam através de rabiscos
o lado misterioso e primitivo da alma
carregando consigo quantos milhões de anos
os genes da sua raça humana.

Através dos átomos
dos elementos químicos, dos corpos celestes,
nuvem de átomos que a gravidade uniu
aos vários elementos tornando- se
o sistema solar, a Terra
e aquilo que está sobre ela
incluindo você, pequeno humano,
movido por carbono, oxigênio e hidrogênio.
Não, não é clonagem!
É apenas um ser em evolução.