Quem sou eu

Eu sou eu, meus eus e os seus.
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domingo, 10 de abril de 2011

BALANÇANDO AOS SONS DO UNIVERSO

              Lembrei- me da conversa entre a Lígia e a Ilga colegas da Escola, onde fui indagada como era  " Estar cinquentinha?" Simplesmente ri e saí pensativa rumo ao meu canto de trabalho.
Realmente o  que é "estar idade madura?" Ser um ser humano, ativa, independente e autocrontolada? Teria eu, minha pessoa atingida o completo desenvolvimento pois, considero a maturidade o período da vida compreendido entre a juventude e a velhice. Será que  o meu intelectual está em completa maturidade?
            Dona e Senhora de mim mesma, poderosa pelo ser humano que me acompanha na qual tenho a dominação afetiva e psicológica .Poxa, pensando afetivamente, agora sou a mãe da minha Mãe e Sogra e o Rodrigo e o Yuri são meus pais. De cinquentinha não tenho nada, mas sim, de "cinquentona"  pelo  físico sou uma alemã de excelente porte.
Filosoficamente sinto- me uma universitária e na realidade  sei que meu corpo  no peso da idade e no centro da gravidade está transmutando para a Terra  e em pó será transformados os meus eus.
Tentarei continuar a inventar e reinventar a sexualidade, a sensibilidade e  a menina mulher que sou, balançando aos sons do Universo.

terça-feira, 29 de março de 2011

MEUS 50 ANOS


Atualmente estou possuída pelo peso da idade, conquistando a liberdade e a ninguém tenho que provar algo no meu microcosmo Universal.
Nunca deixei o tempo atropelar meus projetos individuais e tentei em rede desenvolvê- los.
Agora, não existem cobranças dos papéis de esposa, de mãe e da profissional.
Sou Dona e Senhora de mim mesma, poderosa pelo ser humano que me acompanha na qual tenho a dominação afetiva e psicológica .
A idade não importa, ser desejada pelo ser humano é um sucesso feminino. 
Eu, uma mulher de cinquenta anos percebi no envelhecimento uma continuídade do projeto de vida e não uma ruptura com a mudança, às vezes marcadas por fatalidades indesejáveis.
Continuo tentando, inventando e não aceito  classificações e estígmas sociais
Aprendi a gostar do meu corpo com suas manifestações, imperfeições e mudanças biológicas. 
Aos 50 anos reinventei a sexualidade, o corpo e a sensibilidade.
O preconceito não existe mais e os modelos rígidos de ser homem e ser mulher, ser velho ou ser jovem.
Por incrível que pareça, não  aposentei de mim mesma e não aceitarei uma identidade coletiva que sempre rejeitei e contestei.
Agora nos meus 50 anos usarei mais os  recursos intelectuais e a sensualidade para obter o que necessito.
Uma mulher madura  é o que sou, mais independente, emocionalmente auto-suficiente.
Já estou tolerando  melhor as frustrações inevitáveis da vida, e não preciso usar de subterfúgios para  livrar- me delas. 
Às vezes sinto-me uma psicanalista pois escuto mais do que falo e já trabalhei com a sídrome do ninho vazio e com o suicídio do meu filho.
O batom vermelho uso para provocar e não possuo vergonha do meu próprio cheiro cíclico.
Os meus gestos estão mais delicados e elegantes. Os  perfumes estão sendo usados na dose certa e fragância exata. A natureza bela, talvez faça parte da minha sustentabilidade mulher no macrocosmo Universal. Estou mais sábia e serena... simplesmente, mais mulher aos 50 anos.