Não quero mais contar histórias da Carochinha e nem ouvir falar na Cinderela. Meu palácio ruiu e tornou-se em milhões de cacos de vidros. O sapatinho perdido encontrei ali na esquina da avenida Brasil, coitado todo desgastado de tanto que eu caminho pela cidade, cumprindo meu trabalho na ética profissional. O outro pé do sapato da Cinderela, anda com o salto quebrado, pois quebrou o sonho, a ilusão de um dia tornar- se a mais bela no castelo de abóbora. Não moro em um castelo, o apartamento todo conforto dá. A bela vista do amanhacer visualizando o Sol na direção do Leste intui a energia por ele transmitida (muitos dizem que chega até nós somente o lixo do Sol) para mais um dia de vida. Creio que o principe este sim, existente, fica observando na distância minhas ações cotidianas. É tão belo que a cegueira oculta sua feiura, mas espiritualmente é o que sobressai. Como falei que não quero contar história da Carochina e nem ouvir falar na Cinderela, aqui estou eu novamente de molho, pois estou desconhecemdo completamente o meu corpo ou talvez não quero aceitar a idade madura. Tenha certeza estou tomando atitudes maduras, sou guerreira, lutadora e ariana... mas você quer jogar bolinhas de gude comigo?
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
ESCRITORBLOG
Hoje, depois de visualizar e- mais recebidos, deparei- me com um texto curioso onde a temática principal era sobre," Os 7 Pecados Que os Blogueiros Cometem" do blog:Bosque- Blogando Com Inteligência(Recomendo) fiquei curiosa e transcrevo os 7 Pecados que seriam: 1-Luxúria-O luxurioso deseja contato ardentemente – e está disposto a qualquer coisa para conseguí-lo.2-Soberba-A soberba é o pecado de quem pensa que é melhor do que o resto de nós, reles mortais. Ele não precisa de ninguém.3-Avareza-Este pecado muitas vezes anda de mãos dadas com a soberba. O ávaro quer ter toda a Internet só para ele, e guarda para si os links que deveria distribuir em seu blog.4- Ira-O pecado da ira pode se expressar de várias formas. Há a ira feroz dos que não admitem que alguém esteja em desacordo com suas ideias; estes escrevem posts cheios de críticas cáusticas aos dissidentes.5-Gula-O guloso tem fome de visitas, e sede de clicks em seus anúncios. Ele devora seus próprios feeds, oferecendo apenas sobras aos leitores, na esperança de atraí-los em busca de mais um pedacinho.6-Inveja-A inveja é talvez o pecado mais grave, pois pode se transformar em crime. O blogueiro que sente inveja deseja ser como o objeto de seu afeto; ele quer emular a criatividade e o talento de outro, mas se sente (e muitas vezes é) incapaz de atingir seu obejtivo.7-Vaidade-O vaidoso só se preocupa com a aparência. Ele passa seus dias modificando o visual do blog, e esquece do conteúdo. Enche sua página de florzinhas, cores, fotos e fontes engraçadinhas; jamais está satisfeito com o layout, e nunca chega a um resultado final.(...)Preguiça-O lema do preguiçoso é: Não faça hoje o que puder deixar para fazer amanhã – ou depois de amanhã, ou no ano que vem. Ele tem preguiça de escrever, preguiça de postar, preguiça de comentar, de procurar informação, de checar fatos, de conceber nova idéias, de…. blogar...
Interessantes estas informações acima citadas, pois ultimamente ando questionando sobre o real significado de ser "escritor". Quem é o escritor? Aquele que reproduz histórias de cunho memorista que vale das buscas de dados dos sujeitos folclóricos? O Poeta é mais que um Escritor? Simplesmente o Escritor é uma pessoa que escreve livros? O Escritor é um jornalista, redator e repórter? Quem são blogueiros? Blogueiro ou bloguista ou ainda blogger são palavras utilizadas para designar aquele que escreve em blogues? Blogueiro é um Escritor? O Escritor é um Blogueiro? E você quem é?
terça-feira, 2 de novembro de 2010
VIDA E MORTE
Conhecer o significado da morte para diversas religiões sempre despertou- me grande interesses e comecei realizar buscas de dados logo após a fatalidade que acomete em minha família. Agradeço ao SUPREMO pelos amigos sempre presentes na minha jornada neste microcosmo uno ao macrocosmo chamado UNIVERSO. Fiquei sabendo que cada crença religiosa interpreta de maneira diferente o falecimento de uma pessoa e aprendi a respeitar os rituais como um dever humanitário neste planeta chamado TERRA.
BUDISMO
Significado:
Para os budistas, a morte é a única certeza. "Se nos lembrarmos da inevitabilidade da morte, geraremos o desejo de usar nossa preciosa vida humana de modo significativo", diz Ani-la Kelsang Pälsang, do Centro Budista Mahabodhi.
Treinamento:
Os budistas acreditam que treinando a mente durante a vida, o indivíduo estará tranquilo e sereno quando chegar a hora de morrer, o que garantirá um renascimento afortunado. Reencarnação:
Os seguidores do budismo acreditam na reencarnação. "A única coisa que passa de uma vida para outra é nossa mente sutil. Como um pássaro mudando de ninho em ninho. Buda compara o processo de morrer e renascer com o ciclo de dormir, sonhar e despertar", diz Ani-la.
Reflexo da vida:
De acordo com o budismo, toda ação em vida influencia decisivamente na vida futura. Para Buda, se a pessoa quiser saber quem foi no passado, basta olhar para sua condição no presente.
Ajuda:
Diante da morte, os budistas procuram manter o equilíbrio e ajudar os amigos ou parentes que estejam morrendo. Evitam o choro e o desespero para que a mente da pessoa permaneça positiva.
Rituais:
No Japão, de acordo com a monja zen-budista Coen de Souza, usam-se flores dentro do caixão, tradicionalmente, e, além disso, uma tigela com arroz cozido, água, um vaso com flores, velas e incenso são colocados sobre uma mesa para que nada falte ao morto.
Os budistas têm vários rituais funerários. Um deles é o powa (transferência de consciência), quando toda prece feita com intenção de ajudar o morto é válida e traz benefícios.
Não há luto:
Há apenas preces e dedicação dos pensamentos positivos à pessoa que morreu. No entanto, nos lugares mais tradicionais, como no Japão, a família guarda até 49 dias de luto como sinal de respeito.
Cremação:
Desapegados das coisas materiais e não se preocupam muito com o cadáver, portanto não são contra cremação. As cinzas poderão ser depositadas em um templo, altar doméstico ou devolvidas à natureza.
CANDOMBLÉ
Significado:
De acordo com a crença do candomblé, as pessoas são formadas por elementos constitutivos perecíveis e imperecíveis. A parte imperecível é chamada de ORI (cabeça interna, destino).
Vida após a morte:
Os seguidores do candomblé acreditam na continuidade da vida por meio da continuação da força vital. O ORI volta dentro da mesma família, mas em outro corpo.
Rituais:
O corpo do iniciado no candomblé geralmente é velado no terreiro. O rito funerário, chamado de axexe, começa depois do enterro e costuma ser longo, podendo durar vários dias.
A sociedade é chamada para participar do axexe, rito pelo qual o espírito do morto é encaminhado para outra terra. Na ocasião, os assentamentos -elementos simbólicos e materiais- são quebrados e jogados em água corrente.
CATOLICISMO
Significado:
Para os católicos, a morte é uma passagem. "Não existem mortos, mas vivos e ressuscitados. O Senhor nos toca e nos reerguemos para a vida eterna", diz o padre Paulo Crozera, coordenador da pastoral Universitária da PUC-Campinas.
Não há reencarnação:
Os seguidores do catolicismo acreditam que a morte é o batismo definitivo, o caminho para a vida eterna. Para eles, corpo e alma são uma só coisa. A reencarnação não é aceita.
Rituais:
Os católicos velam os corpos do mortos e, além das orações populares que costumam ser feitas durante o velório católico, como o Pai Nosso e a Ave Maria, um padre ou ministro leigo das Exequias faz uma celebração para encomendar a vida da pessoa às mãos de Deus. Nesse ritual, há a celebração da passagem do morto à luz do mistério da morte, por meio de orações e da benção do corpo.
Simbolismo:
As velas, colocadas ao lado do caixão, simbolizam a luz do Cristo ressuscitado, e as flores são a "primavera da vida que floresce na eternidade".
Celebrações:
O corpo pode ser enterrado ou cremado. No momento do enterro, há a "benção do túmulo", cujo objetivo é pedir o acolhimento do corpo pela terra. Depois de enterrado, ocorrem celebrações em memória do morto no sétimo dia, no primeiro mês e no primeiro ano.
ESPIRITISMO Significado:
Para os seguidores do espiritismo, a morte não existe. O espírito usa o corpo físico como instrumento para se aprimorar. "O corpo é uma veste e a reencarnação serve para o espírito evoluir", diz Ana Gaspar, das Casas André Luiz.
Reencarnação:
Quando o corpo morre, o espírito se desliga e fica no mundo espiritual estudando e se preparando para uma nova encarnação. Com a reencarnação, o espírito adquire experiências e evolui em outro corpo sucessivamente.
Rituais:
Os espíritas velam e enterram seus mortos da mesma maneira que os demais religiosos. Durante o velório, fazem preces e procuram manter o equilíbrio porque o espírito do desencarnado pode continuar por perto durante um período.
Os espíritas não usam velas nem flores nas cerimônias fúnebres. O corpo pode ser enterrado ou cremado. Não existe luto e a vida dos familiares segue normalmente. "O espírita não tem fé, ele tem certeza", diz Ana.
Rituais:
Para cremação costuma-se aguardar mais de 72 horas
ISLAMISMO
Significado:
Para os seguidores do islamismo, a morte é uma passagem desta vida para outra eterna. "Quem fizer o bem será julgado por Deus e vai para o paraíso. Quem fizer o mal também será julgado e irá para o inferno", diz Abdul Nasser, secretário-geral da Liga Juventude Islâmica do Brasil.
Os muçulmanos acreditam que o corpo após a morte não significa mais nada, mas a alma continua tendo valor. A morte se dá, portanto, quando o corpo se separa da alma.
Rituais:
De acordo com as leis islâmicas, o corpo do morto é lavado pelos familiares -sempre do mesmo sexo- e enrolado em três panos brancos. Depois, é colocado num caixão para que os parentes mais próximos se despeçam dele.
Em seguida, o corpo é levado à mesquita do cemitério islâmico e a partir deste momento apenas os homens participam da cerimônia. O sheik faz as orações para a alma da pessoa, numa celebração que dura cerca de duas horas.
O caixão é carregado para o túmulo, composto por quatro paredes de pedra, onde o corpo será colocado sem o caixão em que foi transportado. O buraco é tampado com pedras e só depois de totalmente fechado a terra é jogada sobre a tampa.
Não há cremação
A cremação do corpo não é permitida pelas leis islâmicas.
O luto pela pessoa morta dura três dias. No entanto, quando a mulher perde o marido, o tempo de luto é de 4 meses e 10 dias. Na ocasião, a mulher não pode sair de casa, a não ser em caso de emergência.
Pela tradição muçulmana, quando a mulher perde o marido e está no começo de uma gravidez, ela deve se despedir passando debaixo do caixão, para mostrar aos presentes que espera uma criança.
"Acreditamos num Deus único, absoluto e individual, que jamais gerou ou foi gerado", diz Nasser.
JUDAISMO Significado:
Para os judeus, a morte não é o final da vida, apenas o fim do corpo, da matéria. "A verdadeira pessoa, que é a alma, é eterna", diz o rabino Avraham Zajac.
Reencarnação:
Os seguidores das leis judaicas acreditam na existência de outro mundo, para onde as almas vão, chamado de olam habá (mundo vindouro). No entanto, a alma pode voltar para a terra, num outro corpo, para completar sua missão (reencarnação).
"Acreditamos que a situação de vida que a alma terá depende de como a pessoa viveu no nosso mundo. Não são dois mundos diferentes porque o tipo de vida levado aqui afeta a vida no olam. Cada alma está na terra por alguma razão e tem uma missão a cumprir", diz o rabino.
Rituais:
Apesar de acreditar que a alma seja eterna, os judeus sentem a dor da perda e acreditam que ela deve ser expressa de várias maneiras.
Quando um judeu morre, há um ritual chamado de tahará (purificação), no qual o corpo é lavado pelo chevra kadisha (grupo sagrado). Os judeus não permitem que seus mortos passem por autópsia.
Depois de lavado, o corpo é envolvido em panos brancos e o caixão é fechado para que ninguém mais o toque. O enterro deve ocorrer o mais rápido possível.
"Tudo usado no enterro deve ser de materiais simples, das vestimentas ao caixão, para não haver distinção entre um e outro", diz o rabino. Por isso não são usadas flores nem velas.
Não há cremação:
As leis judaicas não permitem que o corpo seja cremado. "Tudo tem que voltar para a sua origem, da mesma forma que a alma volta. Se o nosso corpo saiu do barro, da terra, a maneira mais respeitável é colocá-lo de volta", afirma o rabino.
Cerimônias:
Junto do corpo, familiares e amigos rezam salmos e partes da Torá (livro sagrado dos judeus). Os parentes mais próximos rasgam um pedaço da roupa para mostrar o luto, que tem três etapas.
A primeira delas dura uma semana. Durante este período, os parentes mais próximos não saem de casa nem para trabalhar. A roupa rasgada usada no enterro não é trocada durante a primeira semana. Não há cuidado com o corpo porque a preocupação é voltada apenas à parte espiritual. Por isso, todos os espelhos da casa são cobertos.
Na primeira etapa, todos os amigos e familiares visitam a família que está de luto e conversam sobre a pessoa que morreu. "Não é saudável fazer de conta que nada aconteceu. Acreditamos que as pessoas tem que demonstrar seus sentimentos", diz.
Até o final da segunda etapa do luto, que acaba depois de 30 dias, os homens não fazem a barba e os cabelos também não podem ser cortados. O luto termina no primeiro aniversário de morte, mas a pessoa sempre é lembrada na data de morte por todos os anos seguintes.
PROTESTANTISMO
Significado: Os protestante acreditam que a morte é apenas uma passagem para outra vida e não aceitam a reencarnação.
"O movimento protestante acredita na próxima vida, mas em comunhão com Deus. Falar na vida eterna da alma é limitado porque acreditamos na ressurreição do corpo", diz o pastor da Igreja Metodista Fernando Marques.
Céu e Inferno:
Para os protestantes, existe o céu e o inferno. O julgamento ocorre não pelas ações da pessoa em vida, mas pela fé que ela teve na palavra de Deus e pelo amor ao Senhor.
Rituais:
Os rituais de velório e enterro são semelhantes aos dos demais religiosos. No entanto, quando um protestante morre, o velório é feito em função da família e não para o morto. O mais comum é que o velório ocorra na igreja, mas também pode ser feito no próprio cemitério.
Os seguidores do protestantismo não usam velas, apenas flores. O ritual, chamado de Liturgia para Ofício Fúnebre, costuma ser feito pelo pastor, mas na ausência dele um leigo pode fazê-lo. A participação da comunidade é muito importante. São feitas leituras bíblicas e orações espontâneas.
O corpo do morto, de acordo com as tradições protestantes, pode ser cremado ou enterrado. Se for enterrado, no cemitério o corpo é acompanhado até o túmulo, onde a família recita um versículo da bíblia e o pastor faz uma breve despedida.
Diferentemente da Igreja Católica, não há celebrações após a morte. Se a família desejar, pode fazer um culto de gratidão a Deus pela vida da pessoa, mas não é uma norma.
Os protestantes não têm imposição quanto ao luto.
E continuarei minhas pesquisas sobre a morte...segunda-feira, 25 de outubro de 2010
LENDAS URBANAS
Começo a escutar o belo replicar dos sinos da igreja matriz que funcionam como uma orquestra, soando memórias de um povo. Aí tudo começa... nostalgia, o som toca dentro do meu corpo humano, é uma sensação que realmente não consigo descrever. O significado oculto das badaladas do sino... sino, coração da cidade e da gente.
Meu amigo misterioso não tirava da sua cabeça o boné preto, trazia muitas histórias e não economizava palavras. Sempre sentava no mesmo banco da praça Pinheiro Macahado, voltado para o leste onde podia visualizar, pelos galhos das árvores, o belo céu azul celeste. Seus tímidos gestos lembravam a presença da doença de Parkinson.
- Meu trabalho sempre foi digno de ser realizado. Tinha que, algumas vezes, realizar horas extras, trabalhar à noite por solicitação do prefeito Odão Felipe Pippi. Era apenas ajudante como se diz hoje, officie boy, mas dava para sustentar a mulher e dois filhos pequenos, pois complementava meu trabalho como mecânico da oficina do senhor Juca. Mas, aconteceu algo diferente naquela noite.Enquanto escrevia um discurso para o prefeito, numa solidão tremenda, somente eu e Deus, ouvi o ruído das batidas da máquina de escrever que ecoavam naquela sala em que ficava a secretaria da prefeitura. Tomei coragem e abri a porta... simplesmente não enxerguei nada, nenhuma pessoa, mas o som continuava e só restou sair porta a fora do local do trabalho.
O tempo passou, e eu comecei a investigar essa história contada pelo meu amigo para fazer parte de um projeto Lendas Urbanas. Em busca de dados resgatei algumas histórias orais e outras ficarão no anonimato. Muitos se negaram a relatar alguma coisa sobre a lenda.
Até hoje, no tempo pós- contemporâneo, onde a informatização e a cibernética estão presentes no cotidiano do ser humano, essa história continua. Seu Joel, guarda da prefeitura municipal, atualmente realiza o trabalho diurno, relatou que, às 4 horas de uma noite fria, nem lembra a data, ouviu um barulho de um serrote serrando madeira bem como, alguém martelando na parede. Ruídos que vinham do segundo piso. Ele afirmou que ouviu nitidamente os sons e foi ver o que estava acontecendo... não avistou nada e desceu correndo as escadas todo arrepiado e com medo. Silenciou até quando uma rádio de Porto Alegre resolveu entrevistá- lo. Detalhe, não lembra quem foi o entrevistador.
- Sabe, dona Eunísia, também vi pelo monitor uma mulher subir a escada toda vestida de azul forte, não pude ver seu rosto. Chamei a colega que já estava indo embora, pois já eram 17 horas, e fomos atrás para saber quem era. Com toda coragem subimos as escadas, andamos pelo prédio superior, em cada repartição, e nada de ver alguma coisa. Até agora, contando essa história, parece que estou vendo ela no monitor.
Minha curiosidade fica cada vez mais aguçada e tento instigar seu Joel a fazer mais relatos do que sabe, ouviu falar e contar. Reluta um pouco e deixa escapar o pensamento e completa:
_ O guarda noturno, como sempre realizando as observações necessárias da profissão, parado no portão avistou de longe na madrugada, lua cheia, uma bola de fogo rolando em círculos perto daquele banco da praça. Não hesitou e chamou o colega que estava conversando com ele. Chegaram perto e não viram nada.
Lembrei do que a cigana falou:
- No pátio do prédio da Prefeitura Municipal era o cemitério antigo dos índios e jesuítas. Cruz credo, mas aquele homem de capa preta parece uma alma perdida, ele caminha e ao mesmo tempo dá a impressão que está volitando todas as noites na praça Pinheiro Machado. Fixa o olhar com nostalgiapara o prédio da Prefeitura, como se quisesse desenterrar um corpo conhecido.
A memória talvez brinca com o tempo, faz o imaginário popular uma lenda urbana.
sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
ROMPIDA COM MEUS EUS E OS SEUS
Estou de mal, rompida comigo mesma
e não vou negar que até com Deus estou divorciada
já levei vários sermões
recebi diversas mensagens sobre esperança e fé
fui chamada de atéia, feia e bruxa wicca
e condenada por ter realizado um pacto com o demônio.
Só quero dizer inquisitores,
que no lugar onde moro
tem uma mini floresta
a fonte de àgua potável
uso somente vestidos longos
ando descalça, tomo vinho e acendo velas
Velas, para iluminar meus antes queridos
e o pequeno oratório.
Oratório, formado por objetos religiosos
presenteados por seres pequenos e grandes
que habitam o meu microcosmo.
E também comunico que o incenso de lavanda
eleva meus pensamentos
e o re- ligare com o macrocosmo.
A sinto uma paz e ela traz a certeza
que o Supremo
compreende e compreenderá o meu inconsciente.
E agora, peço licença
vou passear com a minha cachorra
e na sustentabilidade tudo que for realizado
por ela, será recolhido ao lixo orgânico.
Você compreende ou tentará compreender
os meus conflitos...
conflitos...tristezas...paixões...
somente paixões...
e não vou negar que até com Deus estou divorciada
já levei vários sermões
recebi diversas mensagens sobre esperança e fé
fui chamada de atéia, feia e bruxa wicca
e condenada por ter realizado um pacto com o demônio.
Só quero dizer inquisitores,
que no lugar onde moro
tem uma mini floresta
a fonte de àgua potável
uso somente vestidos longos
ando descalça, tomo vinho e acendo velas
Velas, para iluminar meus antes queridos
e o pequeno oratório.
Oratório, formado por objetos religiosos
presenteados por seres pequenos e grandes
que habitam o meu microcosmo.
E também comunico que o incenso de lavanda
eleva meus pensamentos
e o re- ligare com o macrocosmo.
A sinto uma paz e ela traz a certeza
que o Supremo
compreende e compreenderá o meu inconsciente.
E agora, peço licença
vou passear com a minha cachorra
e na sustentabilidade tudo que for realizado
por ela, será recolhido ao lixo orgânico.
Você compreende ou tentará compreender
os meus conflitos...
conflitos...tristezas...paixões...
somente paixões...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
DESABAFO CÍVICO
A minha Pátria amada, idolatrada, “salve-salve” tornou-se uma mãe impiedosa, indiferente, insaciável e cruel. Cheguei ao ponto de pensar que ESPERANÇA era um sentimento para tolos, ignorantes, simplórios e hipócritas…Eu vivi os estertores do regime militar. Tempo suficiente para sonhar que um novo Brasil era possível. Eu tinha ESPERANÇA. Eu chorava ao ouvir o Hino Nacional. Cantava com raiva daqueles que haviam se apropriado da nossa liberdade. Ansiava com algo que parecia impossível: o fim do regime. Era movido à ESPERANÇA.
Diretas Já! Fim da ditadura do cala a boca, dos grupos para-militares, das torturas, do entreguismo. Uma nova aurora raiou no horizonte. Ponto para a ESPERANÇA.
Só faltava o novo Brasil. Aí veio a idéia maluca de votar num metalúrgico, pobre, feio, de poucas letras, barbudo e sem um dedo minguinho.
A partir daí, a ESPERANÇA passou por duros golpes. O primeiro – e quase fatal – foi o Collor. A ESPERANÇA ficou asmática, mas resistiu, porque os “cara-pintada” foram às ruas e fizeram respiração boca-a-boca. Doses maciças de cidadania puseram a ESPERANÇA em pé, zero quilômetro. Afinal, o barbudo ainda estava no páreo.
Depois veio o Fernando Henrique. A ESPERANÇA agonizou por oito anos, com um intervalo de luz, para votar no barbudo. Ela quase desistiu, mas não se entregou. Afinal, quatro anos passam rápido.
Aí a ESPERANÇA se enfeitou toda para a festa da vitória. O barbudo ganhou de lavada. Ela pegou bandeira, pregou botton, gritou palavras de ordem, dançou e nada pareceu suficiente para expressar tanta alegria.
A ESPERANÇA ficou paralisada com os primeiros golpes contra ela. O projeto do novo Brasil, tão sonhado, não previa expedientes ilegais, para “garantir a governabilidade”. A cidadania deitou em berço esplêndido para se recuperar aos poucos. A ESPERANÇA ficou com vergonha e não encheu mais a minha paciência.
Eis que, como um lábaro estrelado, a ESPERANÇA tomou coragem e bateu à minha porta. Veio carregada por uma brasileira de verdade. Com cara de brasileira de verdade. Feia, pobre, seringueira e de formação universitária. Dona de coragem e sabedoria. Guerreira, trabalhadora e valente, como todas as brasileiras de verdade.
Quando surgiu, aliada a um partido sem expressão, me deu um cansaço: essa aí não leva nem pro fumo. Mas aos poucos, a danada foi atiçando a minha amizade pela velha e carcomida ESPERANÇA. O golpe de misericórdia foi quando a seringueira falou: “precisamos mudar os paradigmas”. Mudar os paradigmas! É isso! É exatamente isso, a base de tudo o que precisamos. Mudar a maneira de ler o mundo, de ler o Brasil. Cada um agindo de forma sustentável. Mudando discursos, estilos de vida. Nas mínimas coisas. Sem perder o foco no progresso, no desenvolvimento, mas mudando o combustível do carro, pegando mais ônibus, comendo carne dos campos de capim e não dos de madeira. Pedindo certificação da madeira dos nossos móveis. Escolhendo fornecedores, no dia-a-dia, que tenham preocupação com a ecologia. Com o nosso mundo. Isso é muito! Essa é a mudança que se faz urgente!
Nada da cantilena estéril, dos que transformaram a mídia eleitoral num televendas de promessas, ideologias e favores. Atiçando a máxima do: “se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. Discursos, miseravelmente, iguais: programas fantasiosos de última hora; promessas mofadas; baixarias, chicanas, clichês, clichês, clichês. A garantia de que tudo será como está, amanhã e depois de amanhã.
Aí veio a dona do bom senso e me disse. De que adianta votar nela? Ela não vai ganhar mesmo. Veio outra, a do senso estético e disse: ta maluco? Nem cara de presidente ela tem. Aí veio a dona da verdade e disse: vota na outra. Ou tu prefere que “aquele lá” seja presidente.
Foi o que eu precisava pra me decidir: eu voto na ESPERANÇA. Pelo menos no primeiro turno. Se um milagre acontecer, no segundo, também. Mas perdi a esperança de acreditar que Deus é brasileiro. Olha a Seleção… No segundo turno, se der a “lógica” eu ouvirei os conselhos das donas do bom senso, do senso estético e da verdade.
O barbudo fez o que um presidente tinha que fazer. Não fez tudo. Faltou muita coisa. Disse que não sabia da malandragem dos sepulcros caiados, que ainda estão impunes, mas vá lá. Mas foi ele.
Pelo menos, no Rio Grande do Sul, o Genro da ESPERANÇA está de volta. É o meu consolo.
Lá, em Brasília, se a ESPERANÇA tiver que esperar mais umas três eleições, para fazer a festa, eu aguentarei. Mesmo que seja taxado de tolo, ignorante, simplório, ou hipócrita.
Artur José Pinto
Diretor de teatro, um cidadão
domingo, 3 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
E A MÁSCARA CAIU
Sei que sonho o impossível
que posso chegar anos luz da Terra
em algum outro planeta
onde eu possa sobreviver
sem tristeza e melancolia
Onde o meu ser humano
possa comer algodão doce
maçã do amor e deletar a fome
Posso virar uma bruxa
e no caldeirão de água fervente poluente
colocar uma pitada da morte e do preconceito
uma colher de sopa da inveja
uma xícara de chá do ódio
um quilo da miséria humana
meio quilo da mentira
e ainda complementar com doenças mentais
e drogas modernas
Tenho o poder de transformar na alquimia
a tristeza em alegria
o ódio em amor
a mentira na verdade digna
às drogas em doses de simpatias
da morte, dela sei que não posso fugir
Só sei que quero viver com você
agora, agora e imediatamente
me beije... me beije...
eu ainda estou acordada
e a máscara caiu
domingo, 26 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
MEUS EUS E A MÍSTICA PRIMAVERA!!!
Chegou o momento místico em que eu e meus eus e os seus integrem a natureza pois ela renasce, o mundo revive a força ativa que estava adormecida no silêncio do inverno, é o despertar de um novo para a vida... a primavera está novamente presente!
A estrela de Isis, a deusa associada à natureza e a fertilidade dos campos, entre outras coisas está presente entre nós. Druidas irão abrir as oito portas cósmicas ao longo do ano e a ressurreição da natureza começa. Que as mesas sejam fartas pois, inicia a grande obra alquímica, o que certamente, tem um valor muito mais simbólico que é a conexão entre microcosmos e macrocosmos. A primavera explode em sensualidade e a virilidade da terra se manifesta na semeadura e na retirada da roupa pesada do inverno que revela o corpo físico. É época de acasalamento, é época das paixões. É uma claridade que vem marcada por calores e por excessos.O grande jogo da vida é descobrir a dança contínua entre o oculto e o manifesto. O renascer das plantas revela o milagre oculto da vida que não se fazia ver mas lá estava. É o som da loucura - a fusão entre o que é de se esperar e do que é totalmente inesperado.
O eu e meus eus nesta noite irão pular até cair ou rodopiar nesta frenética dança com a realidade abraçando ambos - herói e vilão - numa única paixão. De luz acesa, a criança do eu e meus eus, tem menos medo dos fantasmas do escuro. Por isto convido seus eus para a dança, esta dança no final do inverno e não no início do mesmo para celebrarmos a escuridão. E logo em seguida, a luz... da Vida!
sábado, 18 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
DA GENTE QUE EU GOSTO
Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada,
que não se tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz.
Gente que cultiva seus sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.
Eu gosto de gente com capacidade para assumir as consequências de suas ações,
de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite,
abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.
Gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma,
da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida,
que vive cada hora com bom animo dando o melhor de si,
agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos,
de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.
Eu gosto de gente capaz de me criticar construtivamente
e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir.
De gente que tem tato.
Gosto de gente que possui sentido de justiça.
A estes chamo de meus amigos.
Gosto de gente que sabe a importância da alegria e a pratica.
De gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor.
De gente que nunca deixa de ser animada.
Gosto de gente que nos contagia com sua energia.
Gosto de gente sincera e franca,
capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.
Gosto de gente fiel e persistente,
que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e ideias.
Me encanta gente de critério,
que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo.
De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.
De gente que luta contra adversidades.
Gosto de gente que busca soluções.
Gosto de gente que pensa e medita internamente.
De gente que valoriza seus semelhantes,
não por um estereótipo social, nem como se apresentam.
De gente que não julga, nem deixa que outros julguem.
Gosta de gente que tem personalidade.
Me encanta gente que é capaz de entender que
o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça
aquilo que não sai do coração.
A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade,
o respeito, a tranquilidade, os valores, a alegria,
a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança,
o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento,
e o amor para com os demais e consigo próprio
são coisas fundamentais para se chamar GENTE.
Com gente como essa, me comprometo,
para o que seja,
pelo resto de minha vida...
já que, por tê-los junto de mim, me dou por bem retribuído.
OBRIGADO POR SER PARTE DESSA GENTE !
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber reviver.
A glória não consiste em não cair nunca,
mas em levantar-se todas as vezes que seja necessário.
Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber
com a mesma naturalidade o ganhar e o perder,
o acerto e o erro, o triunfo e a derrota...
ESSA MENSAGEM É SOMENTE PARA GENTE QUE MEREÇA CHAMAR-SE GENTE
Um grande Cabalista.
Rodrigo, Luciana, Yuri, Aline e Ede, meu UNIVERSO PRESENTE! AMO VOCÊS!!!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010

" É difícil falar de alguém que nós, a turma de Psicologia UFC 2009, conhecemos pouco. O Ederson esteve poucas vezes com a gente, já que ele assistiu a disciplina de Seminário de Introdução ao Curso de Psicologia com a nossa turma, e às sextas- feiras, ele tinha aula de fundamentos de Anatonomia para Psicologia conosco. mas, exatamente por ele ter " entrado" com a nossa turma e ter contado o seu histórico, ainda que superficialmente, no seminário, nós achamos que ele criou um vínculo maior com a nossa turma do primeiro semestre do que com as dos outros semestres que ele tinha aula. Apesar de não ter tido muitos amigos, ele conseguia mostrar aos poucos que o conheciam e que ele trocou algumas palavras que era uma pessoa muito simpática e, que apesar dos problemas, era bem humorado e arrancava até algumas risadas de quem conversava com ele. Infelizmente, o contato foi pouquíssimo, mas o baque que o seu falecimento trouxe a nossa turma não tem tamnaho. Todos nos unimos para tentar fazer algo por ele e por vocês, a família e amigos, para que todos nós tivéssemos um pouco de consolo e pudéssemos nos solidarizar com vocês. Dentre os feitos, conseguimos o endereço dele aí em Santo Ângelo, isto é, da família, para que enviássemos essa correspondência e vamos todos na missa no sábado para rezar po ele, por sua alma, por voc~es e tudo mais que esteja relacionado a ele. Nós podemos imaginar o quanto está sendo difícil. Algumas pessoas na nossa turma já perderam entes queridos e estão tentando ajudar a acalentar quem ainda está em choque ( como eu que estou escrevendo a carta). Igualmente difícil de aceitar está sendo de entender e achar motivos quaisquer para que essa fatalidade tenha acontecido, ainda que todos pareçam mínimos diante de que ele fez. Na nossa turma, particularmente, somente duas pessoas tinham contato maior com ele. A Nara, que sou eu que estou escrevendo essa parte da carta, e o Diego, que também escreve a outra parte. O Ederson conversou um pouco com nós dois sobre o que estava passando, mas eu, Nara, não pensei que fosse tão profundo e tão forte o que ele estava sentindo. Quando eu tive oportunidade de saber um pouco mais sobre a vida dele (sexte- feira, dia 28/08), nós estávamos aqui em casa e eu o escutei falar sobre seu histórico até chegar aqui no Ceará, as dificuldades pelas quais estava passando com a falta da família, a falta de amigos na faculdade, a pressão dele próprio com relação aos estudos e tudo mais que ele achasse ruim. Mas o que ele repassou é que estava lutando para que esta má fase passasse e, para isso, queria fazer novas amizades, sair, descontrair e esquecer um puco o que o atormentava. Infelizmente, ele não tem mais problemas para atormentá- lo, mas nós que perdemos alguém que só trazia felicidade e nenhum problema.
As palavras começam a faltar e, seguindo o caminho inverso, a saudade e a nostalgia só aumentam. Tristeza, com certeza nós todos sentimos, mas só de saber que ele está em um lugar melhor, isso já confota um pouco o coração da turma. desejamos que todos que o amavam aí também pensem isso e, assim como nós, tenham o tempo como aliado para que ele possa unir os bons momentos que ele nos proporcionou à tristeza que sentimos. Desejamos à família e amigos paz e compreensão para com o momento.
São os votos da Turma de Psicologia UFC 2009.2"
Fortaleza, 31 de agosto 2010.
Sr. e Srª Kilian,
faz quase um ano do falecimento do Ederson, filho de voc~es e meu antigo colega de sala na faculdade de Psicologia na UFC. Fui uma das poucas pessoas com quem ele pode falar mais abertamente sobre os problemas pelos quais estava passando. Na sexta, anterior ao sábado, dia do seu falecimento, ele almoçou em minha casa e me contou sobre as dificuldades que sentia por ter de estudar longe de casa e da família e todos os problemas que isso acarretava. estando no primeiro semestre da faculdade, não poderia em teria como perceber que ditos problemas estavam- o mais angustiado de que qualquer outro poderia deixar. mal sabia eu que seria a última vez que eu o veria. Ao saber de seu falecimento, o choque foi grande o bastante para eu acreditar piamente que iria encontrá-lo por muito e muito tempo. No dia seguinte à confirmação do falecimento, o professor Gustavo Moura fez uma pequena celebração de partida, para que pudéssemos nos despedir, já que o velório aconteceu aí. O que mando é o principal fruto dessa celebração: três cartas, papéis com palavras de acolhimento e que gostríamos de dizer a ele, envoltos em um tecido cheio de mensagens de carinho.
Peço mil desculpas po não ter enviado os tais objetos antes. Tentei conseguir o dinheiro para mandar via correio com a turma, mas a tentativa foi em vão.
Mando agora na esperança que seja mais uma coisa boa para ser lembrada, e muito bem, do nosso querido Ederson.
Nara Silveira Remígio
Nara, agradecemos sua iniciativa e transmita para toda turma da Faculdade de Psicologia 2009.2 o nosso carinho e ao professor Gustavo Moura o nosso respeito. No momento estamos comovidos pela homenagem e o nosso silêncio é sentido no acolhimento de seres humanos como vocês.
Família Kilian
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
CHORO
uma linguagem. Mas eu tenho muito mais
à medida que não consigo designar.
(Clarice Lispector)
Pombas... estou de molho por recomendação da Dr. Rose. Meus familiares e amigos ( poucos)de convívio diário sabem o que vai tornar- se para eu, esses dias. Sou responsáveis por eles. Serei capaz de transforma- los em pesadelos, em momentos de vitimização ou ao contrário, o encontro comigo e a busca do re- ligare com o Universo. A busca da sabedoria sempre é constante. Ao som de Moonlight Sonara de Christopher Peacock, escrevo esta postagem. Sou madrugadara, às 6h e 30min já estou caminhando pelo apartamento acompanhada pela minha cachorra Pitty. Acordei ouvindo o canto do sabiá da praia na manhã sem sol, cinzenta e nublada. Mas, se bati em retirada como guerreira batalhadora foi recomendação médica e acompanhamento psicológico. Se não realizaria a retirada do meu corpo da batalha contemporânea pela luta da sobrevivência, sobre os históricos médicos avaliados estaria propensa a realmente nunca mais a voltar para a luta. O choro é profundo, mas não é recente, nas anotações estavam descrições sobre o meu estado de saúde. O choro faz você parar? Tive que admitir que a queda foi por aí. O choro, pranto (choro em excesso) ou ato de chorar ou lacrimejar é um efeito fisiológico dos seres humanos que consiste na produção em grande quantidade de lágrimas dos olhos, geralmente quando estão em estado emocional alterado como em casos de medo, tristeza, depressão, dor, saudade, alegria exagerada, raiva, aflição. Parei, porque foi diagnosticado depressão. Será realmente que estou nesse estado? Mas, porque corro logo para expressar meus sentimentos na escrita? A escrita e o choro desalentado possui seu significado na Psicanálise e poderá ser uma temática para mestrado.
Deus e o diabo estão lutand ali,
e o campo de batalha é o coração do homem.
(Dostoiévski)
Considero o choro que estou sentindo, a verdadeira expulsão da raiva, do medo, do ódio, da incompreensão real do ser humano onipotente perante o espaço cósmico no seu amplo macrocósmo e no microcosmo. Posso estar chorando por decepção, por chantagem, também por desabafo e por estar sensibilizada diante de uma situação de sofrimento meu ou alheio.
Busquei na identificação délfica a justificativa para o meu choro: “sei que nada sei, de tudo quanto sei”, ou por desconfiar de minhas próprias convicções, como é próprio daqueles que se dedicam à filosofia. Num segundo momento... ainda não sei.
Busquei na identificação délfica a justificativa para o meu choro: “sei que nada sei, de tudo quanto sei”, ou por desconfiar de minhas próprias convicções, como é próprio daqueles que se dedicam à filosofia. Num segundo momento... ainda não sei.
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